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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Os sobreviventes

Dedicado a incansável Priscila Vidal

E o que esta por traz da palavra? Lendo uma analise acadêmica de um livro de um poeta, fico acanhado.
Tantas impressões a respeito da palavra. E como ela se faz? Eu que me arrisco a todo momento na
palavra. Talvez cotidianamente me lance a um abismo e lendo o prefácio
de luiza Franco Moreira para a edição atual de Os sobreviventes de Cassiano Ricardo descubro que o poeta valoriza a emoção. Mas em odisseia acadêmica sempre vejo a razão mais importante que
a emoção. E o que é arte? Algo presente em nossas vidas ao menos na minha de forma definitiva.
Nunca me livro deste mal. Embora como Sócrates sei que nada sei.
Me emocionei com a abertura do livro que tive de parar para escrever.
Que poeta é este? Propositalmente esquecido pela inteligencia cultural brasileira.
Que nunca é lembrado numa Folha de São Paulo, Estadão, Globo News e
revistas de literatura e filosofia. A sorte ou azar? Que recebeu nome da Fundação de sua cidade
natal São José dos Campos e tem uma semana instituída por lei para lembrá-lo se nem isto tivesse talvez estaria esquecido?
Não ele e sua obra é bem maior que sua provincia. Que o julgamento de suas posições ideológicas e politicas.
Este livro Os sobreviventes é uma obra de peso da literatura e merece ser divulgada em sua segunda edição. Quem sabe possa nascer dai algum espetáculo de teatro, filme e música.
Num bate papo nos anos noventa com Moraes Moreira ela falou que gosta da obra do poeta.
E assim sua obra nunca se faz esquecida ante a resistência de uma parte da imprensa de cultura.
E cabe a nos fazedores de uma imprensa alternativa divulgar a obra e o poeta.
Se fosse eu de outra cidade e interessado em artes talvez me chegace sua obra.
Mas vivo na cidade do poeta e sua obra sempre se faz presente muitas vezes refutada. Outras aclamada mas a arte não se baseia na critica?
Então esta eterna polemica se faz saudável. Mas caberia ao Ministério da Educação e a Secretaria
de Educação de São Paulo fazer edições para que sua obra chegue aos
estudantes.
Cassiano sempre esteve a frente do seu tempo. E dialogou com poetas, artistas que tem uma marcante presença em nossa cultura.
E merece estar nas estantes de nossas escolas. Tenho uma predileção por seus últimos livros.
Não sou especialista em nada quem sabe um dia seja. Mas somos a sociedade das especialidades
por isto talvez tão divididos. O universo é unidade.
Ler este livro neste momento onde ganhei a feliz incumbência de preparar
um novo livro é algo muito bom.
No ano passado fiz uma leitura em sua semana de alguns poemas deste livro e de Jeremias sem chorar. E agora tenho o livro em minhas mãos.
Acho que hoje merece-se surgir editoras voltadas a poesia que edite livros
de forma barata para alcançar o público.
Esforço-me para chegar ao poema. Mas levo minha vida de forma poetica
com todos os desafios que a vida nos oferece. A poesia mostra um lado humano e divino do ser humano. E Cassiano registra isto em sua vasta obra da qual tive a felicidade de ler muitos livros.
Enfim que o Brasil e o mundo ache este livro e redescubra o poeta.
Homem com qualquer um de nós. Sujeito a erros e acertos.
Viva a obra e a poesia de Cassiano Ricardo quem sabe uma hora desta teremos uma Flip que o faça lembrar.
O Brasil vive um grande momento para a poesia vemos diariamente sites
e sites de relacionamento com poemas se somos o pais do futebol pela pratica em campos de várzea, quadras.
Quem sabe a Rede Mundial de Computadores esta gerando uma nação
de amantes da palavra.
Por isto repito precisa-se haver um incentivo na criação de editoras por todo o pais.
Parabéns a Fundação Cultural Cassiano Ricardo por esta edição da obra do poeta especialmente
a Alcemir Palma e Priscila Vidal.
Antônia Varato enquanto presidente da Fundação instituiu um més inteiro
para obra avancemos consagremos o ano todo para a arte poética.
Enfim as pedras rolam. Estamos ai eternos sobreviventes.

Joka


João Carlos Faria          

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