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domingo, 9 de novembro de 2014

Navalha na alma

Rumar para o desconhecido, mas este desconhecido é de onde
viemos então porque se faz desconhecido?
Temos uma data de nascimento e uma de morte.
E um imenso vazio durante estas duas datas.
Preenchemos com a família, escola, trabalho ou ausência de trabalho,
ideologia ou sem elas.
Partidos políticos, lutas de classe, populismo, governos.
Sempre nos dizem o que devemos fazer de modo sutil ou até diretamente.
O estado controla a educação, o patrão nossas horas. Vendemos nosso
tempo em suaves prestação de oito horas diárias.
Gastamos nosso tempo com teorias, cansaço, estudo.
E o que realmente somos. As religiões nos falam de Paraísos e Infernos.
Temos tantos códigos de ética. E etiquetas sociais.
E o que de fato somos?
Realmente somos quem pensamos ser?
Se somos sempre conduzidos, nos rebelamos contra tudo.
Lemos grandes e pequenos escritores.
Tentamos calar nossa mente. Que dizem mente.
Fazemos questão de ligar a TV, usar o computador e nos manifestarmos
para questionar o belo quadro social.
E a academia nos condiciona, o estado cria as regras da gramática em eternos acordos.
Que me infernizam.
E dizem os escritos religioso que Deus disse faça se a luz.
E Deus no caso uma figura masculina. O patriarcado se mantém.
Mesmo as mulheres estudando mais. A cabeça cheia de teorias.
E o tempo passa. Alguns pequenos prazeres.
E para que somos massa de manobra?
De que alma vazia. E nunca devemos perder nossa calma, para
a ferro e fogo, cansaço  construirmos nossa alma?
Tijolo a tijolo. A fé que não seja cega.
Uma navalha em nossa jugular?

Joka


João Carlos Faria     

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