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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ladroes de tempo a morte anunciada dos que ousaram
sonhar e se renderam ao sistema e agora não passam de Zumbis

Ladroes de sabonete, lembro-me da canção de
Edu Planchez falando de um livro de Jorge Mautner.
Para de ler um relato de viagem de um japonês para almoçar.
Mas ideias de escrever me veem a mente.
E as lembranças de Tico Santa Cruz escrevendo numa manhã de Domingo.
A vida se faz curta. E eu nas estradas de Caraguá numa segunda -feira ao acaso.
E depois converso sobre a inútil politica ao telefone.
Cair na estrada eis nosso destino?
Já não suporto minha sede que sempre amei.
Tenho poucas amarras nesta cidade.
É hora de partir que Caraguá seja apenas a primeira parada.
Falta alguns segundos. Resolver alguns problemas.
E ai cair na estrada.
A vida é bem mais que uma vida sedentária sem nenhuma razão de existir.
Jack Keruac diz em meus ouvidos vá ao menos que seja para as estradas da
Mantiqueira procurar uma nova cachoeira.
Quem sabe meditar. E saudar o nascer do Sol.
Será que Raul Seixas mentiu em sua canção que iriamos aprender a ganhar
dinheiro.
Somos escritores de inutilidades, nunca escreveremos um livro que seja
interessante.
Para mim zumbis não existem. Ou seremos nos apenas mortos vivos.
Edu Planchez anda um chato escrevendo sobre politica mas sempre um grande chato.
Sua escrita sempre pulsante e num imenso delírio.
Não sei se conheço melhor poeta que ele. Sempre mergulha de cabeça
nas perdas.
Um tropicalista, narcisista.
E um indecifrável ser, perdido nas areias.
Ele de fato existe?
Meus outros amigos se esqueceram de viver, meros fantasmas de si mesmo.
Cidadãos absolutamente normais. Um dia uma veia entupira seus corações.
A morte se faz a cada dia. Preciso criar uma canção mesmo sem saber tocar
um instrumento.
A vida é inútil sem saber o que é liberdade.

Joka


João Carlos Faria      

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