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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Inquietações das terras de Abaporu


Dedicado a Eduardo Suplicy

Tantas mentiras diárias.
E a vida é assim.
Mentiras nem tão inofensivas assim.
E a criança jogada na rua.
No centro de Sampa.
Só quer ter uma casa com quintal para brincar.
E as botinas do estado lhes mostra o gosto amargo
de não ter onde brincar.
E a noite violenta.
E o povo na rua, amarguras.
Desemprego.
Alta do dol lar.
E tudo sempre passa.
E não conseguimos ter  a criatividade para transformar
a economia. Devemos ter vontade, mudar se faz
viver.
E quando aprenderemos a voar?
Mudar este velho jogo.
Acabar com a injustiça social.
Não somos cegos.
Mas viventes de uma nação.
Transformar a inutilidade da politica.
Em beneficio de todos.
Mas que seja para  todos.
Tantas desavenças. E não sabemos
nos comunicar nesta imensa babel.
Este inferno e esta lama que mancha
a nação. Corrupção agir de delinquentes engravatados. Sempre em
nome do povo.
E o senador.
Solitário sendo devorado pelas
feras.
E as cidades, concreto.
Sem nenhuma poesia.
O que nos falta é sabedoria.
E o Rio silenciado pelas margens de concreto.
Na revolta engole a cidade.
Com sua lama. E Brasília indiferente ao povo.
Uma ilha de fantasia. Uma lama.
Uma alma, somente uma alma a ser salva.
Babel infernal Babel.
Babilônia das desventuras.
Mudar, lutar.
O palco é a rua.
Homens, mulheres nús.
Desfilam pelas cidades.
O que querem dizer?
A indiferença gera fome, morte, guerra.
Ainda não estamos mortos.

Joka

João Carlos Faria   

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