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segunda-feira, 10 de novembro de 2014



# Se eu fosse você, escrevia um livro. Se eu fosse eu, era livre. 
Poeta sem autorização por escrito: Palavra Grito.#

Dudu Pererê



Tem hora que parece que nem existimo.
Dada a todas as pressões de um sistema que nos consome.
Estamos dentro das engrenagens.
E um peça pode pensar? Agir?
Filhos de uma matrix. Perdemos nos no labirinto.
A vida flui e nada se desfaz.
Mera ilusão, noite, dia , noite.
Almas vagantes.
E o poeta Dudu Pererê nos arremessa uma pedra na cabeça.
Bem na moleira.
Inútil resistência.
Meros produtos de consumo.
E ai mano Caetano Veloso quando aquele índio vem?
Somos otários e em nossas periferias negro é morto sem justiça.
A bela escolhe a cor da pele.
Somos periferia e não nos percebemos a margem.
E o consumo compra nossa inexistente conciecia.
Mas o poeta Saci, poeta moleque.
Brinca com as palavras.
E nos faz sair de nossas tentações diárias.
Afinal existimos ou somos um mero número de CPF?
Paulo Lins me fez refletir, Dudu Pererê.
E quando transformaremos?
Pensar sem agir não basta.
O ventilador virtual já não nos basta.

Joka

João Carlos Faria




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