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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Carta indecisão

Gargantas, a fundo a alma.
Mergulhemos diante de nós.
Que espelho realmente nos reflete?
A tarde caie, noite.
Borboletas estão adormecidas.
Diante do lago nada.
Nunca Narciso.

Almas em procissões.
Desejos.
As vezes estamos sem bussola?
Mas as vezes ou toda a vida?

Quantas jornadas?
Oriente, ocidente.

Sempre estamos na mesma cidade.
Cade a alma da cidade?

Mortos caminham em sua procissão.

A vida, num bater de asas.

Quem somos nesta eternidade?

Nos perdemos em labirintos.

Náufragos sem existir.

Joka

João Carlos Faria



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