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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A vida é palco sem roteiro

Eles partem e nós estamos inteiros?
Quanta gente boa indo embora, é o tempo.
O Eclesiastes nos fala que a tempo para tudo, tempo
de viver e morrer.
Manoel de Barros foi embora.
Mas sua poesia e seu olhar para o mundo esta ai registrado.
Alguns amigos anônimos ou não partem e nos deixam em
uma imensa saudade.
As vezes nos visitam em nossos sonhos.
Mas ai tem um pouco da certeza da eterna existência.
Enquanto vamos tentando nos decifrar?
A vida é palco sem roteiro.
Decifrar diante da esfinge?
Ou diante de um espelho. Quem somos?
Que multiplicidades de seres nos habitam?
Não sabemos, silenciar.
Pensar. O poeta se fez presente com sua poética.
A vida esta ai. Enquanto não somos ceifados.
Ontem durante o jornal Hoje vi a noticia.
E agora sem Drummond, Manoel, Pessoa.
E muitos eternos anônimos que nos fazem ver a vida
de maneira diferente.
Poetas precisam ser cativados. Não fabricamos poetas?
Eles nascem ou nasce neles a fagulha de ser.
A delicadeza da poesia de Manoel é única.
Assim como de outros. Quando terminei de ler um livro dele
achei que não leria outro poeta.
E tantos e tantos poetas quase anônimos nos fazem ter uma
boa reflexão neste universo virtual.
A vida esta ai sempre continua e continua na eterna roda gigante. Enquanto as bancas de revista fecham.
E o poeta, filosofo que eu conhecia não esta em meu convivo.
Manoel era do mundo e quanta gente que enxerga o mundo de uma
maneira só sua nos cerca.
Grandes balseiros como no livro Shidarta de Herman Hesse.
É meu caro Cassiano Ricardo preciso achar uma balsa em nosso
tempo já não tem balsa.
Neste dia de chuva em abundancia. Onde revemos nossa mania de consumir.
Sem saber para que?
Quero livros de poetas Wali Salamão, Paulo Leminky.
Felizmente temos a compania sempre presente no face de Ricardo Chacal, João Batista
de Andrade.
E assim estamos num momento privilegiado cercados de poetas anonimus geniais.
E reconhecido.
A vida se faz leve.
Com quantos poetas se faz a nossa vivencia poética. Eles abrem nossa
possibilidade de olhar o mundo.
Viva a vida em todas as suas inúmeras dimensões.
Quantos poetas ainda temos para descobrirmos e nos fazer sentir o prazer de viver.
A vida é leve.

Joka

João Carlos Faria    

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