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domingo, 30 de novembro de 2014

Joka

Céu Azul

Nossa lendo o texto da Marcia Tigani e vendo o consumismo desenfreado de um sábado festivo
para consumidores.
Para este tal BLACK FRIDAY..... imaginei um video de dois minutos para a internet.
Mas travei não veio nenhuma ideia estava travado esta semana toda.
Este consumismo desenfreado esta nos fazendo um mal enquanto humanidade.
Faz muito tempo que deixei de frequentar shopping. Mas este mal nos abate deve
ser coisa de efeito borboleta.
O pessoal de Recife esta fazendo uma bela intervenção em defesa da cidade contra o uso
dos portos.
Em São José dos Campos parece que a especulação imobiliária ira vencer e devorar a cidade
o prefeito Carlinhos Almeida foi eleito para reverter o jogo. Mas o governo dele parece
uma mera continuidade dos dezesseis anos de PSDB com marketing mais social.
Enfim a cidade esta de pernas abertas para o Capital.
E Dilma se abre ao mercado.
E estranhamento o povo do Estival faz uma foto em uma hemanagem ao Edu Gair no Estival
que me gera vários desencontros.
E da uma impressão de praia com uma linda moça de vestido num imenso céu azul em Eugênio de Mello.
Mas resistência parace acontecer um povo pensa em se juntar para criar um coletivo de cinema na
cidade justamente quando penso em criar asas e deixar a cidade?
Os jornais dizem que a estiagem irá continuar. Um efeito do aquecimento do planeta?
Domingo estamos paralisados diante de um sistema cada vez mais perverso.
Mas reações pipocam mundo afora. E a arte é muitas vezes carro chefe de uma mudança
de atitude.
Eu que acompanho este este pais desde as direjas já ao catorze anos.
Já vi de quase tudo. Este fim de semana vi documentários sobre ficção cientifica.
Mas o texto de Marcia Tigani me fez libertar.
O que seria um video ou vídeos tirando uma onda tal BLACK FRIDAY....?
Pensem ai Edu Planchez, Fernando Selmer, Diogo Gomes e por ai vai?
O que não devemos e silenciar diante de tanta opressão.
Como faz falta um sarau de rua, eles tem um ar de liberdade.
Deixemos estas algemas. Devo ler Noam Chomisky.
Devo aprender a escrever roteiros. Já 'pensei num longa usando croma qui
todo em estúdio com quatro ou cinco personagens.
Algo de humor, filosofístico. E cade o Chaves com sua simplicidade a nos fazer
entender a linguagem do povo?
E Eugênio de Mello numa ilusão de ótica se transforma numa praia?
O provincianismo, conservadorismo não deve vencer. A luta é árdua.

João Carlos Faria

Joka


Errâncias


Edu Gair anda em algum palco. Numa outra possibilidade de dimensão. Anda festivo
fazendo seu teatro. Criando arte.
Já não passeia pela cidade, já não faz suas criticas.
Deixou nós. A cidade mais vazia.
E outros almas, caminham pela cidade.
Viver nestes dias liberais, nestes dias de ausência de alma.
E algo desafiador. Onde arte não se faz.
Se fazem projetos. Menos arte.
Edu Gair foi embora.
E o liberalismo, reina.
O individualismo reina.
E as pessoas deixam de se humanas.
Para serem meros consumidores.
Mas deve haver um cadinho de esperança.
E a cidade se faz lembranças.
Andanças. Viver e uma enorme mutação
Estamos a espera de quem?


João Carlos Faria
Joka


Almas corsárias


Viver , caminhar
E os Centurioes dos séculos caminham pelos desertos, as cidades se esvaziam de almas.
Cidadãos caminham na sede de consumo esquecendo-se de existir.
E os centuriões em buscas de almas corsárias. Caminhantes da eterna busca da fonte da juventude?
Num circulo eterno de idas e vindas.
E as cidades se fazem desertos.
Almas sedentas de almas. E por onde anda Diógenes?
Nestes dias de barbárie?
Onde pássaros são aprisionados em gaiolas de ouro.
E ter se faz necessário. Ante a necessidade da liberdade.
Homens, mulheres se perdem em consumo vazio.
E já não conhecem o caminho da felicidade.
E os abutres de olho.
A vida se faz curta. Afinal o que quer a humanidade?
Alcançar o que?
Se desconhece a poesia, a vida.
Resistir, Centuriões na pôs eternidade.
Viver .


João Carlos Faria

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Brasil um pais liberal

A um silencioso fascismo e cinismo em nossa sociedade atual. De um lado uma direita raivosa simbolizada pelo PSDB e de outro uma tentativa de impor verdades que já estão ultrapassadas
e uma moral nem tão forte assim PT.
E um debate descerebrado e destituído de entendimento politico.
Não deveríamos lavar a jato, precisa ser devagar e com calma.
Justiça social não se faz com a institucionalização da corrupção.
Os liberais estão no comando.

Joka


João Carlos Faria    

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Governos democraticamente eleitos estão servindo a interesses de uma
minoria que os financia. O poder público brasileiro esta nas mãos de uma
pequena elite em todos os cantos do Brasil.
E o povo começa a acordar e a se movimentar.
E já não esta em silencio.
Não ficaremos calados diante de tantas mentiras cada vez mais mal
contadas.
A rua é o palco, contra este liberalismo que tomou conta das lideranças
politicas Brasileiras.
Silencio é omissão.



Joka

sábado, 22 de novembro de 2014

Pedra na moleira

Para Dudu Pererê

livre recriação de um poema de Joka. .

Mas o poeta Saci, poeta moleque.
Brinca com as palavras.
Tem hora que parece que nem existimos.
Filhos da matrix, nos perdemos no labirinto
Abaporu nos devora. E alma brinca de roda.
A vida flui e nada se desfaz
Almas vagantes.
Mera ilusão, noite, dia , noite.
E o poeta Dudu Pererê nos arremessa uma pedra na cabeça.
Bem na moleira.
Inútil resistência
Faz um coro com um poema de Manoel de Barros.
E dança, brinca com as palavras.
Libertários, canários em fuga da jaula imaginaria de
um sistema doente.
Somos otários e em nossas periferias negro é morto sem justiça.
A bala escolhe a cor da pele.
Somos periferia e não nos percebemos a margem.
E o consumo compra nossa inexistente consciência.
Mas o poeta Saci, poeta moleque.
Brinca com as palavras.
E nos faz sair de nossas tentações diárias.
Afinal existimos ou somos um mero número de CPF?
E quando transformaremos?
Pensar sem agir não basta.
E ai mano Caetano Veloso quando aquele índio vem?
E canta Dudu Pererê
Se eu fosse você, escrevia um livro. Se eu fosse eu, era livre.
Poeta sem autorização por escrito: Palavra Grito”


Joka


João Carlos Faria

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Reflexões da politica no Brasil já pensando nas eleições futuras enfim
a politica esta falida.

Quem me manda ler Tico Santa Cruz.
O PSOL esta amadurecendo?
Vai ser uma alternativa ao PT?
Como anda o PSOL no Vale do Paraíba ainda inexistente?
Sem lideranças?
Já entrei numa fria indo para o PV era um peixe fora dágua.
Imagine o Partido da Marina.
Acho que o lance é ficar de fora e só votar.
Me falaram esta semana que uma eleição para vereador
em São José dos Campos custa na média quinhentos mil reais.
Eita câmara municipal barata.
Numa cidade onde as empreiteiras mandam e desmandam.
Precisa nascer uma resistência inteligente com proposta
e atuação do seculo vinte e um.
Tó achando que a leitura do mundo de minha geração é bem incompetente
e ai não transforma nada.
Só repete velhas formulas, eu pelo menos me arrisquei no PV.
E você? Não ousa?
Prefere achar que vai ter uma vaga no cabide e prefere ficar
em silencio para ganhar uma boquinha?
Estamos fora da festa.
Criemos uma alternativa a esta falência da politica.
Ou nossa geração continuará de fora das decisões que mudam a cidade
e o pais.
Word Trade Center uma proposta de mercado que degrada o meio ambiente
da cidade.
Gerar empregos por outros meios seria bem mais interessante.
Que tal um novo parque naquela área?
Por hora a rua é o melhor palco.

João Carlos Faria

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Joka

A nação perde a razão. E silencia-se

Brasília vai além de Sodoma, Gomorra.
E Deus porque tanta indiferença.
Onde só reina o mal e o mal.
E o homem inutilmente finge acreditar em tanta e tantas
mentiras.
Que por mais que se repitam não se tornam verdades.
Quem neste pais pode atirar uma pedra na prostituta
chamada corrupção?
A alma precisa ser tirada, lavada e estamos todos
na fogueira.
E os podres poderes estão ai firmes e fortes, rindo de nossa sorte.
Reinando o rei anda vestido.
Sua roupa é a mentira, língua felina.
E sua lança carrega a injustiça.
Nossa mascara caiu.
A covardia reina absoluta nas terras de Abaporu.
Covardes são os homens
Que não ousam agir, pensar por si mesmos.
E o Rei festeja em cima de nossa caixão, covardes
já estão mortos.

JOKA


João Carlos Faria
Joka

Brasília mafia, esgoto da nação de Abapuru

A imoralidade na nação de degredados. Da chibata contra índios, negros.
E tão grande que nem nos comove.
O arco-íris depois da chuva nos inspira.
Enquanto isto o garoto continua sem teto.
A população com seus sub empregos. Quando os consegue.
E a vida segue sem revolta na aliança entre o mal e o mal.
E como no poema de Bandeira o bicho homem procura o que comer
na lata de lixo.
E nem uma ideia nova para mudar a economia, transformar a nação.
E deixar de se submeter aos podres poderes da nação.
Que esperança temos e o povo indiferente a Brasília.
Uma mera ilha de luxo e ostentação.
Tudo que o mal e o mal faz sempre em nome do povo.
Para o bem do povo.

Joka


João Carlos Faria  

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Inquietações das terras de Abaporu


Dedicado a Eduardo Suplicy

Tantas mentiras diárias.
E a vida é assim.
Mentiras nem tão inofensivas assim.
E a criança jogada na rua.
No centro de Sampa.
Só quer ter uma casa com quintal para brincar.
E as botinas do estado lhes mostra o gosto amargo
de não ter onde brincar.
E a noite violenta.
E o povo na rua, amarguras.
Desemprego.
Alta do dol lar.
E tudo sempre passa.
E não conseguimos ter  a criatividade para transformar
a economia. Devemos ter vontade, mudar se faz
viver.
E quando aprenderemos a voar?
Mudar este velho jogo.
Acabar com a injustiça social.
Não somos cegos.
Mas viventes de uma nação.
Transformar a inutilidade da politica.
Em beneficio de todos.
Mas que seja para  todos.
Tantas desavenças. E não sabemos
nos comunicar nesta imensa babel.
Este inferno e esta lama que mancha
a nação. Corrupção agir de delinquentes engravatados. Sempre em
nome do povo.
E o senador.
Solitário sendo devorado pelas
feras.
E as cidades, concreto.
Sem nenhuma poesia.
O que nos falta é sabedoria.
E o Rio silenciado pelas margens de concreto.
Na revolta engole a cidade.
Com sua lama. E Brasília indiferente ao povo.
Uma ilha de fantasia. Uma lama.
Uma alma, somente uma alma a ser salva.
Babel infernal Babel.
Babilônia das desventuras.
Mudar, lutar.
O palco é a rua.
Homens, mulheres nús.
Desfilam pelas cidades.
O que querem dizer?
A indiferença gera fome, morte, guerra.
Ainda não estamos mortos.

Joka

João Carlos Faria   

terça-feira, 18 de novembro de 2014


Tesouros da Terra

Dedicado a Déo Lopes

Caie a tarde

Caie a tarde

O sol repousa e os encantos do vento se fazem em meu quarto.
A vida pulsa, crianças brincam.
A cidade se acende. Almas brincam de esconde esconde.

Caie a tarde

Caie a tarde

A noite vem demancinho, silencio.
A música se foi.
Por onde ela resolveu passear?
Nem imagino.
Cães choram para chegar a liberdade.
A música adentrou em meu coração.
Alma, canção, nação.

As luzes artificiais se fazem.
Ouve um tempo em  que voltávamos as cavernas.
Fechávamos os olhos.
E sentíamos a presença da eternidade.

Caie a tarde

Caie a tarde

Joka

João Carlos Faria

Enquanto ouvia o cd Tesouros da Terra

de Déo Lopes.   
Na juventude escrevemos para a liberdade.
Depois dos quarenta é uma boa receita para não enfartar.
Enfim arte é para a vida toda.
Façamos politica com arte, para transformar para o bem.
E não para ter.
Afinal não somos.
Liberdade, comunidade.
Transformação social.

Somos vida.
Rumores de guerra civil

Boatos de golpe e a democracia em seu silencio.
A justiça fecha os olhos e o povo indiferente aos embates das elites.
O povo trabalha, sonha e constrói o pais.
Elite em eternas e infernais disputas.
E nos meros espectadores deste teatro de mascaras.
Ler Cassiano Ricardo alivia os males.
Eternos viventes sobreviventes.
Eu ouço Tesouros da Terra de Déo Lopes.
E os Cavalos Brancos de Marcus Flexa desfilaram
diante de meus ouvidos.
A vida é assim entre o mal que convém a alguns. E a tentativa
de silenciar o bem.
E o velho militante nos contou que emagreceu para fugir pela 
portinola de um navio em Santos.
Quando tentava uma metranca em sua cabeça e ele disse calma ai 
moço ele sobrevivente para nos contar a historia.
Que a democracia prevaleça neste mar de lama  que insistem em transformar
a politica.
Não calemos não fiquemos em silencio.
A liberdade é a vida.

Joka

João Carlos Faria

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Poema para uma segunda-feira

Para Domingos Santos

Saborear a vida é senti-la em tudo que a pertence os medos, receios, desafios.
A vida esta ai. E a metafisica sempre presente em todos os momentos.
Então porque o medo sempre a nos cegar?
A luz do Sol.
O homem chega num cometa e pousa e o homem sente a majestade da vida.
Dez anos para a sonda chegar lá.
Hoje sabemos voar.
E sentimos a metafisica da existência.
Segunda -feira todos tocamos a vida.
Enquanto as ondas do mar em Ubatuba batem em Maranduba.
Terra de Domingos dos Santos.
Que nos encanta com seus poemas.
E como chegaremos a terra sem males?
E na natureza esta toda a vida.
Homem pássaro, homem peixe , homem arvore.
A existência e a alma esta presente em todas as criaturas do universo.
E insistimos em termos medo?
Queremos o acumulo de riquezas materiais.
Por acaso temos dois estômagos?
Por acaso andamos em dois carros ao mesmo tempo?
E para que ter tanto?
Precisamos de calma.
Precisamos de alma.
Precisamos redescobrir o amor.
Em Maranduba, Ubatuba o mar esta lá.
Como sempre esteve.
Quando encontraremos a Terra sem males.
Onde emana leite e mel.
A vida é abundancia.
Os desafios servem para alcançarmos a sabedoria.
Viver é prazeroso.

Joka

 João Carlos Faria   

domingo, 16 de novembro de 2014

Desistir nunca existir sempre

Apesar de achar que governo já fez muito, Carlinhos diz que não está satisfeito com gestão




Hoje em dia sou um cidadão que não possui nenhuma filiação politica. Acredito que
Carlinhos Almeida esta mudando o jeito de administrar a cidade já fiz inúmeras criticas ao seu governo na qual votei para São José ter mudanças.
Acho que falta ao governo é saber mostrar o que tem feito sem este marketing agressivo e achar
canais de participação do cidadão dentro do que hoje se precisa.
O modelo de orçamento participativo esta ultrapassado o 156 que já existe
em administrações anteriores e bem avançado.
Hoje o cidadão quer ter novas maneiras de participar do destino da cidade.
Cabe ao governo entender esta necessidade e buscar soluções acredito que
este governo já avançou muito.
Mas pode avançar ainda mais. Enfim nossa percepção em relação a cidade
começa a mudar.
Na Vila Industrial e região a instalação de semáforos na Avenida Barbacena
melhorou em muito a segurança dos pedestres.
Imagino o que deve estar acontecendo nas periferias da cidade.
Acho que precisa de uma presença maior da Prefeitura no centro em relação
a moradores de rua, prostituição na Praça Afonso Pena questões que a cidade
precisa decidir e debater.
Carlinhos acertou ao instalar o Posto de Atendimento ao Trabalhador no
centro da cidade.
Cabe ao governo menos marketing e mais presença junto ao cidadão.



João Carlos Faria

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Leituras do jardim

Como fazer a leitura do jardim?
Se não tenho um.
Mas tenho um parque, não só meu
mas de toda cidade.

Como fazer a leitura da alma se ainda
não a tenho.
Mas a cidade também não tem?

Afinal o que nos pertence?
O corpo é passageiro.
Alma inexistente.

Tirar férias no abismo já não
me agrada.

Mas realmente tenho o mapa
das montanhas?

De concreto só o caminho do
parque.

Não vejo além do espelho.
Nunca vi um ser de outro planeta.

Quantas jardins neste universo?

Quero uma casa com quintal, varanda
e jardim.

Para poder ter em paz minha alma,
que ainda não conquistei.

Joka


João Carlos Faria
Os livros que não devem ser esquecidos ?

Quem decifra os mistérios da vida?
E a vida sempre a mesma contas e mais
contas.
Cidades lotadas, almas que não se lava.
Maquinas de débito ou crédito?
Voar, sexta-feira que não é treze.
Como se entender mistérios sem ousar
saltar abismos?
E o que é a queda se não resultado da
tentativa de voar.
A lei, o livro e a lei.
Quem diante da esfinge conhece a resposta?
Quem ousa mais os homens ou os pássaros.
Mas quem disse que homens não voam?
Quem falou que não podemos adentrar e descer
a caverna dentro de nossa alma?
Nunca perder a calma, o medo faz parte.
Desconhecida é a vida e não a morte.
Ousemos. Busquemos ser o que realmente somos.
O teatro social não liberta.
Afinal para que servem cartões de crédito?
Poder ? Dinheiro?
Se ainda não conquistamos a alma?
E não temos calma.

Joka


João Carlos Faria   
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS SÃO PAULO BRASIL

Instalação

Porque não uma instalação ? Uma performance?
De forma coletiva na região do Aquários.
Onde o grande Senhor chamado Capitalismo.
Quer erguer um grande edifício.
Que retrata o poder e a força de uma sociedade
consumista.
E ai nunca sabemos porque as crianças adoecem.
Falta-se chuva.
E a fé na humanidade vai se embora.
É hora de juntar forças.
Contro um modelo que já devia estar morto.
O capitalismo já cumpriu seu tempo.


Joka   
A vida é palco sem roteiro

Eles partem e nós estamos inteiros?
Quanta gente boa indo embora, é o tempo.
O Eclesiastes nos fala que a tempo para tudo, tempo
de viver e morrer.
Manoel de Barros foi embora.
Mas sua poesia e seu olhar para o mundo esta ai registrado.
Alguns amigos anônimos ou não partem e nos deixam em
uma imensa saudade.
As vezes nos visitam em nossos sonhos.
Mas ai tem um pouco da certeza da eterna existência.
Enquanto vamos tentando nos decifrar?
A vida é palco sem roteiro.
Decifrar diante da esfinge?
Ou diante de um espelho. Quem somos?
Que multiplicidades de seres nos habitam?
Não sabemos, silenciar.
Pensar. O poeta se fez presente com sua poética.
A vida esta ai. Enquanto não somos ceifados.
Ontem durante o jornal Hoje vi a noticia.
E agora sem Drummond, Manoel, Pessoa.
E muitos eternos anônimos que nos fazem ver a vida
de maneira diferente.
Poetas precisam ser cativados. Não fabricamos poetas?
Eles nascem ou nasce neles a fagulha de ser.
A delicadeza da poesia de Manoel é única.
Assim como de outros. Quando terminei de ler um livro dele
achei que não leria outro poeta.
E tantos e tantos poetas quase anônimos nos fazem ter uma
boa reflexão neste universo virtual.
A vida esta ai sempre continua e continua na eterna roda gigante. Enquanto as bancas de revista fecham.
E o poeta, filosofo que eu conhecia não esta em meu convivo.
Manoel era do mundo e quanta gente que enxerga o mundo de uma
maneira só sua nos cerca.
Grandes balseiros como no livro Shidarta de Herman Hesse.
É meu caro Cassiano Ricardo preciso achar uma balsa em nosso
tempo já não tem balsa.
Neste dia de chuva em abundancia. Onde revemos nossa mania de consumir.
Sem saber para que?
Quero livros de poetas Wali Salamão, Paulo Leminky.
Felizmente temos a compania sempre presente no face de Ricardo Chacal, João Batista
de Andrade.
E assim estamos num momento privilegiado cercados de poetas anonimus geniais.
E reconhecido.
A vida se faz leve.
Com quantos poetas se faz a nossa vivencia poética. Eles abrem nossa
possibilidade de olhar o mundo.
Viva a vida em todas as suas inúmeras dimensões.
Quantos poetas ainda temos para descobrirmos e nos fazer sentir o prazer de viver.
A vida é leve.

Joka

João Carlos Faria