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domingo, 12 de outubro de 2014

Sentir, existir … viver.

O tempo tem uma indelicadeza de não existir. Mas a maturidade nos deixa cicatrizes e vejo as minhas refletida nos amores passados.
Existir negar-se a existir. Nestes tempos de originariedades e barbáries que se fazem nos quatro cantos do planeta.
Como nossas barbáries nos fragilizam. Em nome de tudo se morre se mata. Quantas dores.
E a arte nos reflete se reflete. Vejo os desfazer e o incomodar na leitura de Pornopopéia de
Reinaldo Moraes alguns sutilmente saiam da leitura. Fiquei em meu silencio.
A humanidade se escandaliza. Mas sempre descemos as escadas da barbárie e em nome de Deus se mata. E em nome do dinheiro os homens se matam.
E tudo circula numa ácida rapidez leio escritos esotéricos de uma forma rápida que deixa-me marcas em meus sentidos.
Hoje temos acesso a tudo. Até ao apertar de um botão que pode nos fazer chegar a extinção. Cassiano Ricardo já nos contou isto em seu livro OS SOBREVIVENTES.
O tempo tem uma indelicadeza de não existir. Mas a maturidade nos deixa cicatrizes e vejo as minhas refletida nos amores passados.
Samuel Beckett só me chega via o teatro seus escritos ainda não passaram por minhas retinas
já tão fatigadas.
Beckett sempre a nos surpreender. Sinto ali uma presença de Sancho Pança. Talvez mera incerteza minha. Quando criança brincava em circos e parques de diversões. Ficavam perto de minha casa.
A noite chegou na tarde de sábado. Estava na varanda do Vicentina Aranha enquanto belas mulheres passavam em frente a nós para ir a um casamento. E uma voz gritava uma Igreja num Parque Público e outras vozes gritavam silencio.
Temos que nos calar diante do obvio o estado não passa de meros acordos sociais.
Mentiras diante de nossa eterna omissão. Poetas mentem descaradamente não passam de bobos da corte. Para simplesmente justificar a insolvência de uma sociedade ultrapassada.
A Bienal debate o improvável o novo não vem? Pode estar diante de nossos olhos para que afinal as faculdades servem?
Elas criam seres capazes de reproduzir receitas de bolos. E não fazem nascer o novo. Para que tantos títulos de doutores numa sociedade apodrecida que não faz nascer a semente?
O tempo tem uma indelicadeza de não existir. Mas a maturidade nos deixa cicatrizes e vejo as minhas refletida nos amores passados.
Poetas nascem mortos. Afinal poetas seguem as receitas de bolo. Precisamos nos reinventar ainda
estamos mortos.
A cidade mata as almas sedentas de luz estamos em trevas.
O que esta esta estabelecido deve ser ignorado.

Joka



João Carlos Faria

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