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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Gata velha ainda mia

  • Um filme de Rafael Primot com Regina Duarte, Bárbara Paz : Glória Polk ( 


    1

    E a madrugada avança os seres que dormem em vida estão no sétimo sono.
    Em algum lugar do inferno. Amanhã talvez nos chegue. Mas quando será o amanhã?
    Nestes dias sombrios. Em que toda nossa maldade salta ao nossos olhos.
    Nem sabemos mais o que são valores, ética bom mocismo.
    A sociedade politicamente correta sempre falsa em seu sorriso amarelo se desfaz.
    Nosso lado lobo mau se revela. A falsa cortesia esta sendo desmentida.
    Os dentes da nação se revela. Lobos devorando Lobos.

    2

    E como cães vagantes destilamos nossas maldades pelas redes sociais.
    Cade toda a religiosidade do povo Brasileiro?

    3

    Hoje vi um filme uma cruel dramaturgia Barbara Paz, Regina Duarte.
    Mentiras, ilusões. Sufocadas num encontro tenso entre duas mulheres o som da TV baixo
    só via as imagens e criava minhas historias para estes personagens. Afinal recriamos tudo que
    vemos. E sentimos.

    4

    Poesia, dramaturgia, televisão, cinema, teatro.
    Tudo pode e deve-se misturar.
    Linguagem nada mais que linguagens.
    Para se refletir nossa adorável não existência.

    5

    O cotidiano se repete e nos dentro do espelho.

    6

    Nossas algemas, dilemas, realidades paralelas.
    Na mera ilusão de existência.
    Resistir ? Persistir?
    Fogo, num abismo, diante de uma imensa parede.
    Uma bala certeira na cabeça.

    7

    Imagens, deslocadas, multifocadas.
    Um vento de primavera.
    Invade a sala sempre escura.
    Enquanto almas navegam.
    E o corpo fatigado sem desejos.
    Sem alma.

    8

    O medo, fantasia do irreal.
    Ela olha do céu.
    Mergulha no fundo do abismo.
    Reflexo de sua luz.


    9

    No abismo, descobre a mera ilusão.
    Via-se refletida no abismo.

    10

    Descer, cair. Cade a escada que nos leva ao infinito?
    Caminhos, labirintos, suor,resistir.
    Nunca ceder a vontade de sentar-se a beira da calçada.
    Chorar, chorar, chorar.
    Cair de joelhos em busca de luz.

    11

    Elas, numa sala de um apartamento qualquer.
    E a vida ali diante de imensas possibilidades.
    E tudo não se faz existir.
    Resistir. É necessário morrer para se fazer nascer.

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