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quinta-feira, 9 de outubro de 2014



or FERREIRA GULLAR

Não há vagas


O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão.

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras

– porque o poema, senhores,
está fechado: “não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
não fede
nem cheira.











Ainda bem que todo este conflito só existe nas redes sociais nas ruas o povo toca a vida.
Enquanto vê as noticias nos jornais.
A fome, miséria, desemprego não tem vez na internet não cabe aqui segundo um poema de
Ferreira Gullar.
Somos irregulares em nossas dores é cada um por si e os bancos, empreiteiras, políticos
sempre nadando de braçadas.
A corrupção, burocracia maus salários na educação. A desconstrução do funcionalismo publico sempre igual.
E assim somos eternos idiotas desarticulados. Enquanto eles mandam e desmandam.
O povo Paulista mantém a mais de vinte anos o PSDB no governo sem nenhum distribuição de bons serviços.
E o PT é enfrentado a ferro e fogo. Quem foi pego cumpre pena. Mas quando o crime é da tradicional elite Brasileira tudo passa em branco.
Somos negros, nordestinos, pobres.
Quem não tem grana  é pobre e conhece a dura realidade do pais.
Voto Dilma 13.

Joka

João Carlos Faria   

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