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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Que tal um sarau nas ruas ?

Sempre fomos Lemininsky e não sabíamos. Sempre concretos.
A poesia de Paulo nos contaminou a coloquialidade dele me veio através de outros poetas.
A poesia se faz descoberta as vezes ela não se revela. Vem em ondas em frases no dia a dia.
As vezes queremos nos endireitar mas acabamos quebrando e somos arvores.
Hoje maritacas vivem numa arvore numa praça na Vila Industrial.
Enquanto eu cansado as admirava. As vezes elas em silencio.
Eu guarda-chuva, blusa na mão e a esperança no coração.
Nem sei se tem estrelas no céu enquanto leio TODA POESIA de Paulo Leminsky.
E o que nos cabe além da arte?
Nesta sociedade de hiper- consumo?
Onde a poesia nunca tem espaço. E arte sempre utopia.
Somos herdeiros dos poetas marginais, concretistas, tropicalista e da semana de arte de 22.
A internet nos une, divide, separa nos une.
Deixemos a vaidade não a levaremos para o caixão?
Sejamos coletivos, sejamos irmandade.
Em breve seremos pó.
Enquanto isto vamos celebrar ao renascimento da poesia.
Nosso coração é amor e a primavera se faz presente.
Porque não a poesia abstrata indaguei a José Moraes Barbosa?
Na saída do Bola de Meia.
Sejamos coletivista e não individualista.
Viva a poesia.

Joka


João Carlos Faria  

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