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sexta-feira, 19 de setembro de 2014


O doce desejo de transmutar

A existência se faz nos existimos.
E talvez nos doa existir.
Estou cansado dos mesmos demônios que me atormentam.
Eles precisam se findar. Eu serei carregado para o abismo num grande
funeral.
E de novo estarei diante de Caronte.
Não quero levar nenhuma moeda para atravessar.
Quero dar um jeito de escapar.
O Sol nos ilumina é necessário fazer a primavera nascer dentro do coração.
Chega de trevas. Não tenho prazer em navegar e me afundar nas águas malditas do inferno.
Preciso ao menos de um fresta de luz.
Preciso morrer neste exato momento para que o novo nasça dentro de mim.
Quero deixar de ser sombra e passar a ser luz.

Joka


João Carlos Faria

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