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sexta-feira, 19 de setembro de 2014


Manuais de sobrevivência no nada

O sol traz nos a lembrança.
A vida insiste. A tempestade não vem.
E a chuva. Carreguei inutilmente um guarda-chuva.
A cidade toda tinha esperança.
O homem quer a chuva.
E as ruas estavam em festa.
O homem quer a chuva.
E a chuva ainda não veio.
Dentro de mim a indecisão.
E as tempestades acontecendo.
E fora um sol de inverno.
Afinal chegará a primavera?
Leio manuais de sobrevivência no nada.
Dentro de mim Caronte faz festa.
Me mostra seu barco.
Pede-me sua moeda.
Ainda não morri deve morrer todos os dias.
E estes demônios insistem em se mostrarem vivos.

Joka


João Carlos Faria  

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