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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Estamos num trapézio diante do abismo

Quase pronto para escrever um poema ? Um ensaio ? Um canto a vida e a morte?
Estamos aqui e agora e daqui a pouco não mais. Amigos se vão a vida se esvazia?
Que nada a vida se faz esperança.

Viver enquanto a chuva não caie e as represas estão vazias.

Eu vivo, tu vives.

Quantas jornadas. A cidade.
O parque e o Jabuti que atravessa rapidamente a grama verde.

Na pochete algum dinheiro o suficiente para uma broa de milho de um real.

Bolinho caipira e esfiha no mercado. Um caldo de cana.

Na biblioteca leitura de jornais do dia.

E a cidade sem Edu Gair. Sem o suco de laranja com Harley Campos.

E aquela idéia de comprar um terreno na periferia da zona leste da cidade.
Harley dizia que não seria seguro.
Mas estamos num trapézio diante do abismo.

Eu vi num video de Sérgio Ponti – Harley, Edu Gair, Nélio Fernando
E os jovens Marcus Groza, Selmer.

A vida no trapézio recheada de surpresas.

Espero que a chuva caia que não seja ácida e nem de açúcar.

Vamos fazer poemas, escrever, fazer teatro, cinema e tudo que nossa imaginação
quiser e as técnicas nos permitir.

Deixei a bateria de minha câmera carregada.

A vida vale sempre a pena estamos entre a finita distancia entre o nascer e o morrer.

Eles Harley Campos, Edu Gair, Reginaldo Poeta Gomes.

Estão de portas abertas e um grande palco a nos esperar.

Enfim o espetáculo nunca acaba.

Abra-se os portais e atravessemos a vida
se faz bela.

Como nos canta Léo Mandi.

Abra-se os portais e atravessemos a vida se faz bela

Poesia poesia poesia

Como gritei naquela ponte de Paraty.



Joka

João Carlos Faria



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