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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Arte e educação

Estou em aquecimento para escrever algo. Sem a escrita não vivemos. Sem a arte nada somos. Arte é vida.
Hoje estive na Casa de dona Lili Figureira uma artista já com noventa e seis anos.
E foi uma vivencia lá estavam diversos agentes culturais de São José dos Campos ela nos contou varias historia vividas deste Brasil. Falou da crise do café em 1929. De Getúlio Vargas cercada de crianças de uma oficina da Casa de Cultura Chico Triste.
Nos anos noventa sempre via as figureiras na Praça central da cidade numa feira de artesanato.
Tive o prazer de ganhar seu livro escrito pelos seus filhos José Donizetti dos Santos e Fátima Aparecida dos Santos.
A cultura em São José é sempre trabalhada por diversos artistas das mais variadas vivencias que vai da cultura popular as mais ousadas experimentações.
E hoje bebi na fonte de nossa cultura popular e felizmente no bairro em que moro. A gente sempre reflete se deve ou não conhecer outros lugares mas como num conto um rapaz tem uma visão e que precisa atravessar o mundo por causa de um tesouro e assim o faz quando chega descobre que o tesouro estava em baixo da arvore de sua casa. Quem leu o Alquimista de Paulo Coelho conhece esta historia que li também a original numa biblioteca.
Precisamos da cultura mas de todas a sistematizada, cientifica a cultura popular.
O ser humano é fruto destes saberes. E a educação e a cultura devem andar juntas. Talvez ai esteja o caminho para melhorarmos nossos índices escolares sempre tão baixos.
Recentemente fiz um concurso para professor. E não tinha a opção de arte educador, músicos, teatro?
Falta esta presença nas escolas. Acho as oficinas culturais um grande exercício de liberdade em relação a uma sala de aula convencional.
Hoje vi seis crianças numa grande liberdade de perguntar o que de fato lhes interessava. Talvez seja isto o aprender?
Cabe nos a nos educadores, produtores de cultura sempre repensar nossas ações.
Que geração estamos formando temos no curso de Pedagogia o desafio de formar o ser humano em sua plenitude e Lili é uma pessoa plena com sua sabedoria que numa vivencia nós é transmitida.
Cabe aos gestores de politica educacional e cultural repensar e buscar esta forma de ajuntamento da escola com os espaços de cultura.
E cabe a mim enquanto agente de cultural e em breve Pedagogo contribuir para a criação desta ponte entre a arte e a educação.
Enfim foi um grande aprendizado ainda mais para mim. E para todos que estavam naquele café.


Joka


João Carlos Faria        

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