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sábado, 20 de setembro de 2014

A difícil arte de morrer a cada dia.

É preciso não se suportar para chegar a arte?
A inexistência é uma mentira.
Carregamos em nossas sombras a eternidade.
Antes de descobrirmos o fogo eramos inocentes.
Prometeu se liberta?
Quantos círculos dentro do circulo.
Quantas maneiras de saltar ao abismo?
E crianças jogam amarelinha.
Tudo se faz transitório. Tenho a necessidade de não pedir desculpa.
Caminho por entre as trevas tentando perceber uma fresta de luz.
Esta caverna se faz sombria.
Por fora a felicidade por dentro a escuridão e o ranger de dente.
Tento morrer para me fazer fênix.
Ao olhar o abismo contemplo-me.
Ainda não nasci.
Quando via Diógenes nas praças da Grécia.
Não o compreendia ainda era um cão.

Joka


João Carlos Faria   

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