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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Esquina do tempo


O homem que ensarrafava nuvens documentário que acabei de assistir no Canal Curta este belo retrato de nossa canção. Falando do parceiro de Luiz Gonzaga Humberto Teixeira.
Todos as vezes com justa ou não razão falam da falta de criatividade da música brasileira a partir dos anos noventa. Eu tinha zapeado antes e tinha achado Os Engenheiros do Havaí no Globo de Ouro nos anos 80.
Estava tentando me livrar da acomodação de assistir ao noticiário velho habito que vem antes da TV a Cabo cruzar meus olhares. No ano passado trabalhei numa redação de Jornal numa função que não tem a ver com a escrita e lia três jornais por dia. E atravessava a madrugada contando estrelas.
Mas contar é o que sei de vários modos fazer. E hoje descobri que existe o estilo de escrita memorialista. Sei lá escrever é reinventar memorias. E fazer documentários e retratar a vida de modo ficcional na escrita e na TV nada é real apenas nossas impressões.
E escrever e registrar impressões. Gostaria de ter participado da escrita da Bíblia. Acho que não fiz é algo a altura de um Guimarães Rosa, Machado de Assis eu sou um cronista que vai desaparecer na esquina do tempo.
Já ate tive ilusões mas nada como desaparecer enquanto personalidade a eternidade nos acompanha. Não vou aqui citar amigos do passado que optaram pelo silencio que sejam esquecidos jogo uma pá de cal em suas covardias de desistir de tentar voar. Só tenho olhos para quem tenta ao menos voar o passado passou. Liberto-me destas algemas.
Enfim nossa musica consegue me incendiar e gerar a bendita inspiração. Sem elas nada conseguimos fazer.
Nossa musica cria uma identidade nacional e mais este documentário nos mostra isto. Não é a politica que a cria é a musica. A literatura vai no vácuo. Que o diga o poeta Vinícius de Moraes. Que de poetinha não tem nada ele alcançou a alma do Brasileiro.
Musica sem musica não somos não existimos.

Joka

João Carlos Faria


O Homem Que Engarrafava Nuvens (2008)



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