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quarta-feira, 11 de junho de 2014

João Carlos Faria


A concretude de Ferreira Gullar

Eu que tive todas as influencia modernistas, concretistas.  Marcel Duchamp.
E agora Ferreira Gullar nos puxa a orelha.
Tarde já fizemos tantas e tantas experimentações.
Vídeos sem pé e cabeça. Textos desconectados.
Afinal o que é alienação? Nestes tempos sombrios que tudo é válido.
Ferreira nunca foi irregular.
As artes sem elas saberíamos viver?
Lembro -me de meu primeiro filme de arte.
Filme triste.
E o que é arte?
O que é transformação social.
Já fui a uma final no Maracanã e vi a energia do povo.
Sempre fui a jogos no estádio de minha aldeia.
Já fiz performances, declamei poemas.
Assassinei a gramática.
E estou aqui vivo tentando refletir Ferreira.
A vida nos ensina a viver.
E nos prepara para morrer.
Afinal portais existem.
E poetas tiraram fotos nús quando o atravessaram.
A vida é para ser vivida e vamos além do bem e do mal.
Se os jovens querem ousar que ousem e aguentem as devidas consequências.
Que as galinhas estejam em panicos isto sim já acontece desde  Marcel Duchamp.
Vamos a Feira do Balaco Baco.
Vamos debater filosofia nas praças?
Ainda devemos e podemos.
Sucesso devemos publicar livros, fazer filmes.
E refletir tudo.
Nesta geleia geral vou ler as cartas de Paulo Leminki.
Temos a tarde para viver.
Somos da sociedade dos poetas vivos.

Joka



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