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domingo, 8 de junho de 2014

João Carlos Faria

Este velho sou eu?

Eu escritor de cartas de jornais. Derre pente um Leminski no meio do caminho. Poderia ter achado
o livro em meu jardim. Mas como não tenho jardim.Veio como cartas em minhas mãos.
Afinal que revolução queremos se tudo que vivemos é sonho? Nestes dias onde a maturidade se mostra diante de espelhos ou em fotografias mau tiradas. Não gosto de tirar fotos hoje em dia. Só
gosto das de minha juventude. Que coisa um homem ao quarenta e quatro anos fisicamente é velho
mas ainda sou jovem em minhas idéias e ideais antes que a morte se apresse a me ceifar. Não compactuo com todas as ideias dos velhos partidos da cachorra mal tratada chamada esquerda. É que os podres poderes subiu na cabeça de meus velhos companheiros de partido. Sinto-me o personagem do quadro O Grito de Edward Muche.
Eu tentando decifrar o rigor da Academia que se perde em seus rigores e se perde em seus conteúdos assim mantendo-se alienada a realidade do chão da escola.
Um homem se faz livre se sua escrita for livre. Mas nas poucas linhas do livro Envie meu dicionário
Cartas e alguma coisa de Régis Bonvicino e Paulo Leminski descubro que o rigor deve estar junto
com a liberdade.
Que pena Leminki morreu no mesmo ano que Raul Seixas.É a vida. E aqui em minha aldeia tudo se
faz bairrismo. Nada novo se cria tudo se copia. Quem sabe um dia ganho uma passagem só de ida
e vou morar num litoral qualquer ou em algum ponto da Mantiqueira minha aldeia se repete. Não
me traz nada novo. É hora de pegar a estrada. Não há mais o que fazer por minha aldeia.
Mesmo assim gosto de seu centro e das pessoas que passam pelo centro. Gosto das almas errantes que como eu querem algo novo. Mesmo sabendo que o novo nos faz sofrer. Sabemos que no fim das contas a Cachorra da Esquerda faz amor com o Cachorro da direita. E nasce um filhote dos mais
vira-lata. Desculpem o povo não é otário.
O livro só esta começando é como minha vida tenho muito para construir e Fernando Gabeira nos traz uma esperança em seu programa na TV.
Mas as línguas devassas vão dizer que Gabeira é da direita é coxinha, como Tico Santa Cruz.
Que nada esta gente deixou de capitar as luzes das estrelas. E deixam se apagar na mera ilusão
do poder. E como a massa se deleita no mero consumo que nos transforma em meros pagadores
de cartão de crédito quando conseguimos vender nossa inexistente alma por algumas poucas moedas.
Meus caros busquemos a liberdade busquemos valores. A ética é fundamental para se fazer nascer uma nova civilização.
É só o Amor pode nos juntar chega de quebrarmos os elo da corrente. É hora de uma aliança
para construirmos uma nação que se faça justa e livre.
É hora de se buscar criar uma nova economia, uma maneira fraterna de se fazer politica.
Não suportamos mais o velho estilo de raposas.
E afinal que revolução queremos se tudo que vivemos é sonho?

Joka




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