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quinta-feira, 22 de maio de 2014

João Carlos Faria

E crianças brincam nas tardes ensolaradas de outono

E Dali estava aqui brincando com suas cores fazendo desenhos dançantes.
E a Bela da Tarde dançava um samba a sua frente.
Enquanto jovens Iranianos fazem seus vídeos.
E a chuva caie silenciosamente neste noite de Maio.
Eu vi Alen Ginsberg passear por um bairro de uma cidade do interior dos trópicos.
E alguém resolvia caminhar nas margens de um grande rio.
Quantas margens tem um rio?
Como Sócrates veria esta nossa sociedade de hoje?
Será que somos assim tão sem noção e destruímos um planeta por inteiro
para saciar nossos desejos de consumo?
Eu daqui quero encontrar Bruce Lee.
E crianças brincam nas tardes ensolaradas de outono.
E Branca de Neve passeia no labirinto com o Minotauro ela o ensina
a jogar petecas.
E tentam juntos achar a saída do labirinto pois uma sacerdotisa havia lhe avisado
que se não saísse perderia a cabeça.
Ele sempre não conseguia entender porque tinha aquela cabeça de touro.
Ele que gostava dos versos de Camoês.
E via o futuro ser projetado numa bacia de água.
E não achava aquela saída.
Quantas joias daria para ter uma saída.
Este mundo de matrix que nos aprisiona e não achamos a saída.
Adentrar sempre ao reino dos mortos e voltar nos deixa um pouco cansados.
Quantos degraus tem esta escada onde anjos sobem e descem?
As vezes as portas do inferno se abrem e o vemos em toda sua feiaudade
quantos corpos a se petrificar?
E Dali desenha sem cessar. Nunca para atravessa dias e noites numa cabana
esquecida na Patagônia.
E quantas cores. Ele enxerga uma variante infinita de cores.
E nos pátios das escolas crianças soltam a imaginação em jogos e brincadeiras.

Joka



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