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domingo, 4 de maio de 2014

A VELHA ESTAÇÃO DE CACHOEIRA PAULISTA

Uma velha estação de trem.
Caminhos a seguir.
E nos perdemos nos labirintos da vida.
Quantas historias? Por ali se passaram?
Vidas se vão e Raul Seixas canta o trem que
vem e passa.
Lembro-me de um conto que li de um homem que
fica eternamente em uma estação de trem.
Na verdade era num ponto de ônibus.
E na Vila Industrial quando vou ao ponto sempre me
lembro do conto.
E quantas estações de trem se perdem neste imenso Brasil?
Mas esta de Cachoeira Paulista é linda imensa.
Quando por lá passar quero vela.
Quando eu tinha dois anos de idade fugia de casa em
Paraisópolis no Sul das Minas Gerais e visitava
uma velha estação isto por volta de 1972.
E fazia mil viagens de trem por ela.
Já aos cinco anos embarquei numa viagem de trem
com a família de São José dos Campos a Aparecida
do Norte.
Enfim nada com a lentidão do trem.
Não que eu não queira embarcar num trem bala
da oriental Tóquio.
Mas quem sabe um roteiro de um curta para registrar
esta antiga estação?
E lutemos por sua recuperação para a memoria deste
povo Brasileiro.
Que ali os trens voltem a embarcar e desembarcar
passageiros.
Que o Brasil volte a se ligar e se unir pelos velhos
trens.
Enquanto isto imaginemos esta estação funcionando
a pleno vapor.
Quem sabe aquele conto de Jorge Pessoto possa
virar um roteiro para ser filmado na velha estação?
E assim com a arte transformamos este pais
tão sonhado por nós.
Meu caro Jorge Mautner seremos a nação
do presente.
Que o Kaos nos una e nos faça transformar
esta nação.
Belas são as fotos de Rita Elisa Seda.
Que nos fazem sonhar inúmeras possibilidades.

Joka

João Carlos Faria
Conto mencionada da antologia Alberto Renart da Fundação Cultural Cassiano
Ricardo.
Hoje esta antologias já não são publicadas.

E a comissão de literatura foi extinta em 1998.
Foto Rita Elisa Seda


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