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sexta-feira, 25 de abril de 2014

João Carlos Faria


Sobre a brevidade da vida

E as janelas estão fechadas não é por causa do frio. Ela numa cama de hospital
passávamos horas a conversar sobre tudo. E agora ela distante em algum
lugar ao longe.
Parques de diversões fechados. Circos que faziam a alegria de todo nós.
Bancas de revistas fechadas.
A vida é breve. Leio vorazmente poetas de Africa. Tenho ideias para escrever
sobre as minas de água que foram fechadas para criar os paraísos artificiais de nosso
consumo.
Igarapés soterrados nas grandes cidades.
Enfim nossas cidades sucumbidas e caídas diante do Deus consumo.
Nós simplesmente transtornados somos apenas pagadores de cartão de crédito.
E certa gente ainda acredita em impossíveis revoluções do proletariado e esta mesma
gente se delicia em seu consumo diário.
Sobre a brevidade da vida sempre estamos a escrever.
Penso em criar heteronimios que deem voz a um ser feminino.
Quantos seres humanos estão dentro de nós?
Eu ordinário , nunca canário.
Tenho que dar vez ao meus romances que ousam não serem paridos.
Será que posso chegar a Africa através de alguma carona num porto qualquer.
Aqui ou em Africa estamos sempre sós. Nenhum marco regulatório aprisiona
poetas.
Somos liberdade mesmo que as vezes sejamos reacionários.
E nos dias de hoje a diferença de atitudes entre homens de direita ou de esquerda?
Se todos são Zumbis diante do Deus Consumo.
Como transformar o Brasil numa nação de solidariedade?



Joka  

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