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domingo, 20 de abril de 2014


João Carlos Faria

Onde fica a margem?

Que os cantos dos acentrais nunca sejam esquecidos.
Que as civilizações que por aqui floriram reapareçam.
Nós temos um passado muito desconhecido não somos
a primeira civilização do que hoje chamamos América.
E agora se descobre vestígios?
Os poetas sempre percebem no ar este existir?
Poetas desenvolvedores das palavras tem a mistica no coração.
Xamas de ancestrais.
Mulheres homens navegantes.
Que vem o maravilhoso na vida.
Triste sina?
Não sabemos.
Talvez seja o desgaste de sempre voltar neste plano?
Ou o prazer?
Mas quantas sutis dimensões temos a nossa volta?
E navegamos pela vida sempre a deriva nas cidades.
Antenas ligadas.
Palavras sopradas em nossos ouvidos.
Mistérios no pensar.
Sentimos o mundo.
Adentramos a portais.
Em qual lado da margem afinal vivemos?
Canário eu?
Sempre decifrando o mal e o bem?
Quantas incertezas nesta sociedade que insiste esquecer
de onde veio.
Não temos nada além de nossa sutil vida.
E somos sempre atores a representar um papel em que não
nos encaixamos?
Afinal quantas idas e vindas.
Diante da efigie que nunca deciframos?

Joka

Escrito surgido depois de ler uma matéria sobre uma descoberta
arqueológica no Vale do Paraíba.




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