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segunda-feira, 14 de abril de 2014

João Carlos Faria

Lua de sangue

Seus olhos estavam flamejantes.
Eles caminhavam a longas horas para chegar ao lugar mais alto.
A Pedra do Bau é um grande desafio quando se sobe a noite.
Mas o casal queria estar no alto para avistar a LUA DE SANGUE.
Não sabiam se estariam daqui a quinhentos anos juntos.
Foi uma subida difícil havia uma chuva fina.
Tinham saído de carro ao anoitecer em direção a São Bento do Sapucaí.
Nunca tinham ido a esta cidade. E São Paulo numa terça a noite é difícil de sair.
Mas quando se conheceram foi porque admiravam a lua.
E achavam que ela tinhas inúmeros segredos pois sempre avistou a humanidade e a Lua
viu a humanidade nascer e verá também seu fim.
Então esta paixão destes casal de roqueiros era grande.
Frequentadores de sebos eles liam a várias Planetas que foram editados nos anos setenta.
E num sebo paulistano acharam uma edição de um jornal chamado LITTER que foi editado
nos anos noventa em São Jose'dos Campos.
Neste exemplar tinhas poemas sobre a lua. Numa bela pagina central só com poemas.
Enfim eles curiosos foram contemplar a lua lá de São Bento em um dos lugares mais
altos da Serra da Mantiqueira.
E foi um espetáculo da natureza. Eles lá em cima após subir a aquelas escadas de ferro que estavam enferrujadas quase caíram várias vezes.
E de lá avistaram a lua e a estrelas a chuva tinha parado.
E o céu se abrira. E puderam ver a natureza no seu apogeu.

Joka

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