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sexta-feira, 18 de abril de 2014


João Carlos Faria

Jardins da bibilonia

Canário eu sem asas?
Sem voar.
Cade minhas asas?
As tenho. Mas esta gaiola não me permite voar.
Que mal nos fazemos ?
E o mal se anuncia ao mundo sem asas.
Mas em sua velocidade estonteante.
Sendo devorado pelo consumo.
Enquanto descemos aos infernos.
E na madrugada algo bate a porta.
Anjo torto?
Mas alguém de nós és perfeito?
E morre o escritor.
E agora uma eterna solidão.
Para onde foi Gabriel Garcia Marques?
Canário eu sem asas?
Sem voar.
Quantas dimensões se abre diante de nós.
E a velha praça em silencio.
Canário eu sem asas?
O Rio de Janeiro é nossa cidade.
Poetas brincam nos jardins da bibilonia.
Canário eu sem asas?
O ilusório se faz nos estúdios de televisão.
Canário eu sem asas?
Poetas figurantes brincam dentro do liquidificador.

Joka


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