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quinta-feira, 17 de abril de 2014

João Carlos Faria

Gaiolas de carne


Canário eu ? Homem preso a gaiola de carne.
Vendo a natureza e a vida de dentro desta gaiola.
Canário eu? Em uma muda quase que eterna entre
vida e morte.
Arrasto-me dentro da gaiola.
Já sem canto.
E o gigante que dizem ser homem a consolar-me.
Gaiolas douradas não são a liberdade por entre
espinhos.
Enquanto o vil metal este sim uma doce gaiola
humana.
Assombra o gigante.
Gigantes em trapos. Gigantes sem ousadia.
Escravos do vil metal.
A os que tem em abundancia.
Tudo é permitido para conquistar este vil metal.
O que a humanidade sabe sobre ética.
Se se mata ao consumir os gases tóxicos das cidades.
As ruas se enchem do que eles chamam de automóvel.
Canário eu?
Livre da dor humana. Só sinto e vivo meu momento.
Canário eu?


Joka

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