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sexta-feira, 18 de abril de 2014

João Carlos Faria

Canario Hipermoderno

Sexta-feira santa estou aqui morto crucificado no consumo.
Em tempos hipermodernos.
Sentindo a fragrância da não existência.
Em tempos em que o amor se perde em palavras no não ato.
Estou aqui revestido de minha ausência de razão.
Não te vejo. Cego diante da vida.
Nossas vidas passageiras a modernidade passou a pós nem se
fala e a hipermodernidade?
Para que nos serve jogar estas bombas de reflexão se nada se transforma.
Eu aqui nesta sexta-feira santa.
Enquanto bordeis de consumo estão fechados?
E quando Babilônia cairá. Vejo um trailer de Noé enquanto
decido se escrevo ou não.
Vivemos numa grande ausência de fé no homem.
Imaginem para com um Deus que morreu numa cruz.
Não deciframos símbolos. As entrelinhas não nos basta
na época do fanke ostentação.
Precisamos ter e não somos.
Aturdido com minha e sua morte.
Vendo os rumores de guerra.
Não temos condições de perceber o mundo.
E não durmo nesta tarde vagabunda.
TV desligada, cartão de credito cortado com a tesoura.
Mesmo assim ainda Narciso.
Ainda me torno hedonista.
Compartilho minha dor quase desumana.
Pois sei ser também a sua.
Afinal quem somos?

Joka


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