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segunda-feira, 14 de abril de 2014

João Carlos Faria

As vanguardas estão mortas?

Nesta minha reconciliação recente com a poesia. Diferentemente dos anos noventa onde eu participava de grupos que debatia poesia especialmente na Comissão de Literatura da Fundação Cassiano Ricardo onde nos encontrávamos semanalmente na Comissão no período de 1992 a 1994.
Debatíamos os processos de criação.
E a poesia concreta lá estava com toda sua estranheza de vanguarda que até produzi um único poema até hoje.
E agora me vem esta vontade de pesquisa que não sei por onde começar e não tenho com quem trocar impressões pois não vejo este debate acontecendo nem nos circuitos literários da cidade no caso
ainda São José dos Campos nem em sites e no Facebook a poesia concreta ao meu ver ousa e mistura linguagens de artes plasticas.
E concebe uma mudança além do seu tempo talvez valida hoje com as linguagens de multimídia.
E me pergunto ainda tem pesquisas e linguagens ousadas para a criação poética?
Ou as vanguardas estão mortas?
A resposta é não elas estão vivas nas artes plasticas e na criação.
O difícil esta em localizar estas criações estes poetas de nossa contemporaneidade.
Onde estão? Em revistas literárias ? Sites?
Nas universidades?
Cada suas obras que hoje podem sair de livros o poeta José Moraes Barbosa um herdeiro da poesia concreta num sarau recente me falou que pretende lançar um livro virtual.
São José sempre teve a possibilidade da experimentação o jornal LITTER surgiu na Comissão de Literatura no começo desta por volta do ano de 1987.
Os membros da época eram estudantes do ITA.
Por volta de 1992 num sarau que fazíamos numa praça central da cidade tive contato com a obra poética de Solfidone um artista dos mais experimentadores que trabalha numa instituição cientifica da cidade.
Como ele soube um pouco mais de metafisica e semiótica de uma maneira bem poética ao estilo
dos velhos filósofos gregos.
Acredito que as artes devem se misturar poesia, musica, cinema.
E a poesia concreta abriu estes caminhos em São José tivemos duas palestras com um dos criadores do concretismos Décio Pignatari que nos falava que a arte iria ter uma grande renovação a partir de artista que criassem no interior longe das grandes capitais.
E hoje com a internet vemos esta possibilidade mas acho bom também se frequentar os grandes centros.
Aqui nos interiores do Brasil tem uma devida atenção ao folclore são inúmeros pesquisadores e artistas, grupos de teatro, espaços para o folclore.
E vejo poucos artistas demonstrando e fazendo uma pesquisa das artes de vanguarda.
Acho que todas as linguagens devem se complementar por obra de Deuses ou do espirito de vanguarda de Dailor Varella um dos criadores do poema processo caiu em minhas mãos
a revista DIMENSÃO de Uberaba em seu ano XX e anunciada ultima edição trabalho primoroso
de Guido Bilharinho.
Hoje na cidade poetas com Selmer e Léo Mandi trabalham em pesquisas.
Recentemente em 2009 a cidade ganhou o festival de experimentos Estival como um dos idealizadores o poeta Marcus Groza.
Este ano de 2014 ainda não vi nada neste sentindo acontecendo em bora hoje a cidade fervilhe de arte
e cultura feito por artistas e pelo poder publico.
Recentemente escritores e poetas estão se reunindo para debater formas de divulgar seus livros, comercializá-los.
E o site Entrementes irá se tornar uma revista impressa alagargando nossos horizontes.
Este site tem uma coletividade de colaboradores no Brasil, Portugal e agora Moçambique.
Sob a coordenação da educadora e poeta Elizabeth Souza que atua na cidade desde o canto da
cultura movimento que acontecia na cidade no processo de redemocratização do pais
nos anos oitenta.
E onde este escriba sempre tinha as informações das ações de ousadia do musico César Pope.
Enfim esta cidade esta no mapa das artes no pais e vai bem além do grande poeta infelizmente desprestigiado na cena nacional Cassiano Ricardo que com seu belos livros editados nos anos sessenta e setenta Jeremias sem Chorar e Os sobreviventes contribuiu e muito para nossas vanguardas Cassiano teve um bom contato com os concretista.
Enfim a poesia esta sempre viva e mais atual que nunca vamos a ela?
Vamos navegar e criar o novo. Se faz urgente.


Joka     

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