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quarta-feira, 30 de abril de 2014

SHOPHIA

Ler poetas nos fazem ter uma pequena noção do que é a vida.
E nos embriagamos dolorosamente nesta ambição de ter.
Se já somos para que ter?
Tudo é transitório. Estamos aqui de passagem e nos apegamos
a tudo.
Nos iludimos com a mera falsa segurança de um trabalho
qualquer de oito horas por dia.
A vida é liberdade e as ideias fixas nos tenta aprisionar.
Ganhar a vida de nada vale se aos poucos perdermos nossa alma
não temos nenhuma calma.
Estado, patrão, religião, família tudo um dia acaba.
E ai diante do absoluto estaremos nús.
A vida é bem mais que consumo. Que as velhas conquistas
materiais. Que as ilusórias ideologias.
Que os diplomas que conquistamos.
Que nossos títulos.
A vida é prazer. É amor.
E um dia tudo se findará.
E voltaremos ao infinito.


Joka   

terça-feira, 29 de abril de 2014

A noite se faz mistério

Outono
Canários ainda em silencio.
E as rosas celebram a vida.


Outono
Arvores em silêncios.
Dançam ouvindo as músicas das estrelas.

Outono
E ancestralidade do mundo.
As histórias dos velhos Xamas
nos são contadas.
E ainda nos perguntam para que se lé?

Outono
Velhos magos atravessam o lago.



Joka

João Carlos Faria


segunda-feira, 28 de abril de 2014

O dia da banana

Dia morno demais o Lula sai ou não sai candidato?
Se a Dilma fica ou não?
E a Rede Globo sempre manipulando o pais no seu JORNAL HOJE
ou na Globo News.
E assim estamos num belo dia de outono.
Em que pais mesmo vivemos?
Acho que estamos em MEU PADACINHO DE CHÃO?
Eleições mornas serão vomitadas.
Que pais estamos construindo.
Partidos políticos estão cheios de mortos vivos.
Zumbis mercenários. Verdadeiros idiotas.
Quando nós cidadãos teremos nossas próprias ideias.
Quando se criará uma alternativa politica para o Brasil
sem as idiotas ideias da clássica esquerda.
Ou dos bestas liberais.
Desculpem prefiro Darcy Ribeiro.
Somos uma nação completamente alienada merecemos
mesmo a Copa do Mundo.
Chega de macaquear a inteligencia europeia.
Banana ao pensamento fechado. A falta de criatividade politica.
As imbecis esquerdas ou a alienada direita americanizada.
Acredito que a ideia de Antropofagia de Oswald Andrade foram
esquecidas.
O Brasil merece mais que esta alienação que vemos no dia a dia.
Levante-se gigante deixe de ser alienado.

Joka


João Carlos Faria
Os podres poderes das elites brasileiras

Neste dias de frio estou querendo ficar sem escrever pouco até me acostumar
porque com a sinusite perdemos o bom humor.
Mas quem assistiu a manipulação sobre pedágios que o jornal hoje
nos mostrou?
Percebe as barbaridades da manutenção deste Status quor.
Pedágios são um absurdo que se aceita no Brasil.
Estão acontecendo fenômenos de violência social como repórteres
sendo chimgados.
E vereadores sendo amarrados a poste.
Já viram falar nas revoltas das vacinas no inicio do século XX?
Se os pactos sociais insistem em serem quebrados por nossas
autoridades para que o povo vai continuar mantendo a sociedade
como ela é?
A democracia burra de só ir as urnas já não basta a sociedade
brasileira.
Ela quer mais. Propagandas eleitorais não nos engana.
O Brasil não se passa a limpo nas eleições. Não se reflete.

Joka

João Carlos Faria



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Eu mero mortal comum adentro a meus infernos com uma tocha
e só vejo pranto e o ranger de dentes.
Quando liberaremos prometeu do abutre?

Joka


João Carlos Faria
São José dos Campos anda fervilhando.

Que bom voltar a ter saraus no Chico Triste desde que o Wangy Alves saiu de lá não fui a nenhum. No més que vem quero participar vou estar no Sarau dos escritores no café del tempo. Que eu me lembro o ultimo que participei foi com o Edu Planchêz. Foi uma grande viagem. Eu quis dar um tempo de sarais para montar um espetáculo de teatro. E nem espetáculo e nem sarais. É que escrever
nos encanta.
Passei na Fundação nesta sexta-feira pela manhã não vi ninguém para uma boa prosa. E lá fiquei sabendo deste sarau.
A cidade anda fervilhando e não nos multiplicamos para estar em todos os lugares.
Ainda falta uma cena de cinema? É só questão de tempo.
Ou a falta dele?

Joka

João Carlos Faria
João Carlos Faria


Sobre a brevidade da vida

E as janelas estão fechadas não é por causa do frio. Ela numa cama de hospital
passávamos horas a conversar sobre tudo. E agora ela distante em algum
lugar ao longe.
Parques de diversões fechados. Circos que faziam a alegria de todo nós.
Bancas de revistas fechadas.
A vida é breve. Leio vorazmente poetas de Africa. Tenho ideias para escrever
sobre as minas de água que foram fechadas para criar os paraísos artificiais de nosso
consumo.
Igarapés soterrados nas grandes cidades.
Enfim nossas cidades sucumbidas e caídas diante do Deus consumo.
Nós simplesmente transtornados somos apenas pagadores de cartão de crédito.
E certa gente ainda acredita em impossíveis revoluções do proletariado e esta mesma
gente se delicia em seu consumo diário.
Sobre a brevidade da vida sempre estamos a escrever.
Penso em criar heteronimios que deem voz a um ser feminino.
Quantos seres humanos estão dentro de nós?
Eu ordinário , nunca canário.
Tenho que dar vez ao meus romances que ousam não serem paridos.
Será que posso chegar a Africa através de alguma carona num porto qualquer.
Aqui ou em Africa estamos sempre sós. Nenhum marco regulatório aprisiona
poetas.
Somos liberdade mesmo que as vezes sejamos reacionários.
E nos dias de hoje a diferença de atitudes entre homens de direita ou de esquerda?
Se todos são Zumbis diante do Deus Consumo.
Como transformar o Brasil numa nação de solidariedade?



Joka  
João Carlos Faria

E o novo quando virá ?

Para mim o problema de São José dos Campos não esta no paço municipal na figura de qualquer prefeito que ocupe aquela cadeira.
E sim na Câmara de Vereadores que precisa se renovar. Estão surgindo novas lideranças.
Mas dizem por ai que partidos políticos tem dono?
Como renovar é preciso aprendermos criar novas organizações sociais.
É preciso incrementar a economia criativa.
Aprender a investir em empreendedorismo.
E preciso agentes políticos independentes financeiramente do poder público.
Se não continuaremos sempre patinando.
E nunca teremos um olhar sobre o novo. Esta renovação no cenários politico depende de
todos nós.
Nossas ideias e ações ainda se baseiam no velho.


Joka

quarta-feira, 23 de abril de 2014

João Carlos Faria

Cantar

Pássaro eu cantante, silencio -me.
Outono e o frio incendeia as labaredas de
minha alma.
Fé que não seja cega.
Eu curvo-me ao Deus pássaro.

Joka

João Carlos Faria

Cantante

Cantante eu pássaro.
Não ouço mais os sons das estrelas.
Suas músicas ouço e as transformo em cantos.

Joka


João Carlos Faria

Aos pés dos Deuses

Marte bate a porta.
Eu pássaro na gaiola matéria.
Assustado levanto-me.
De joelhos caio diante de Deuses.

Joka

João Carlos Faria

Musas

A vida segue neste outono.
As musas adentram as cavernas sombrias
de nossa inexistência.

Joka

João Carlos Faria

Fogo

Ruas incendiadas
E não nos curvamos ao terror.

Joka




João Carlos Faria

Barbárie ao atravessar desertos

Entregar-se a vida.
Círculos, círculos, círculos .
A esperança numa água num deserto.
Palavras.
Caminhantes por entre o som de cantares.
Mulheres em desertos.
E a barbárie que nos cerca.
Escravos de nossa febril ignorância.


Joka    

terça-feira, 22 de abril de 2014

Joka

Bancada cobra abordagem a moradores de rua em São José


Nunca vi uma boa abordagem deste problema social que sempre foi grave nos dezesseis
anos do PSDB. E agora nesta gestão PT ainda não tem uma politica efetiva neste setor?
Já vi muitas matérias de projetos do governo federal acontecendo em inúmeras cidades do pais.
Mas aqui na rica São José trata-se este problema de uma forma desumana estas pessoas
não são tratadas com seres humanos e nossa sociedade as vê com lixos sociais.
Cabe a este governo e a câmara propor e realizar uma politica coerente nesta área.
Mas esta cidade não muda e o atual prefeito foi eleito para realizar mudanças e após se eleger preferiu os acordos pela governabilidade com a câmara municipal e setores conservadores da cidade.
E por isto não vemos inovação na cidade que mantem uma única politica conservadora.
Não sei se este prefeito e seu partido quer rever suas ações politica mas em breve terá uma eleição
municipal e o povo sim dará uma resposta nas urnas.
Carlinhos por favor acorde se não não terá nenhum acordo com seus eleitores.
Cade o PT com sua vocação social? Vemos uma incompetência geral em nome do que que chamam
de pegmatismo?
A cidade esta te cobrando e não vemos resposta a altura.
E cabe aos agentes políticos da cidade se mobilizar e propor uma alternativa para a cidade.
Ou continuaremos nas mãos desta velho politica de acordos de governabilidade com nossos
vereadores.
A cidade precisa avançar e patina.

João Carlos Faria    

João Carlos Faria


O caminho da ciência do bem e do mal


"As bruxas deixaram de existir desde quando nós paramos de queimá-las"
Voltaire

Sim nos hoje andamos invisíveis dias triste quando eramos queimadas e achavam
que nos mandavam ao inferno.
Tolos eramos mulheres em nossa plenitude. E nem todas que foram mortas eram conhecedoras das ciências mágicas.
Eita tempos tortos e os seculos se passaram e conseguimos uma certa emancipação.
Um dia chegará em que homens e mulheres não serão iguais mas as diferenças serão contempladas
e vividas.
E para este dia ainda chegar será uma grande batalha.
A guerra nunca cessa elas esta dentro e fora de nossos corações.
A vida se faz bela. Nos mulheres e homens que nos fazemos tempestades.
Um ser humano se descobre livre quando avança na eterna busca de conhecer-se a si mesmo.
Mulheres, Homens devem caminhar juntos pelas estradas da vida.
Assim é e será por toda a eternidade.

Joka

Inspirado numa postagem de Eduardo Pereira e num comentário de Ana Oliveira Lopes no Face.


Eduardo Pereira lendo O Futuro Chegou- modelos de vida para uma sociedade desorientada- Domenico de Masi
"As bruxas deixaram de existir desde quando nós paramos de queimá-las"
Voltaire
  • Você, Ed Trawtmam e outras 5 pessoas curtiram isso.
  • Joka Faria Elas andam invisiveis colhendo flores.
    37 min · Curtir · 2
  • Ana Oliveira Lopes As figuritas hj sao outras. .. é a opressão, a diferença salarial, o culpar a vitima de estupro pela rompa que ela estava usando, é o Pondé acreditar que se pega mulheres de esquerda
  • Joka Faria Ana estou mais para fazer um poema. Mas a violencia contra a mulher continua sim e temos o dever de combater.
    12 min · Curtir · 2
  • Ana Oliveira Lopes figuritas = fogueiras. .maldito corretor
    11 min · Curtir · 1
  • Ana Oliveira Lopes rompa=roupa
    10 min · Curtir · 1
  • Eduardo Pereira Dentro do contexto do livro que estou lendo, Voltaire quis dizer que a partir do momento que a sociedade como um todo foi em busca do conhecimento (na França iluministas do séc XVIII) a obscuridade da idade média começou a desaparecer e as bruxas (que continuavam a existir sim) não mais existiam no sentido que existiam até então (de adoradoras de satã) o conhecimento não mudou o modo de viver das bruxas, mas antes disso, mudou o modo de viver de toda a sociedade, e nesse sentido sim podemos dizer que o conhecimento liberta ....no mais, só o conhecimento pode nos libertar das fogueiras do séc XXI ao qual as "bruxas modernas" continuam a ser massacradas
  • Joka Faria Saiu um poema quando publicar posto aqui.
    2 min · Curtir · 1
João Carlos Faria

As belezas de Monteiro Lobato

A Mantiqueira nos encanta e nos faz soltar a imaginação em nossas caminhadas
distantes.
Ontem Monteiro Lobato seguindo para o mítico Bairro do Souza com suas trilhas
e cachoeiras.
E duas bela cachoeiras estão sem nenhum acesso acho que irão ficar na memória
por um grande tempo.
Quem sabe uma hora destas descubro outras por lá.
A cordialidade de seu povo é de fazer nos voltar.
Agora com um belo calçadão e seu tradicional comercio.
E a nossa SABESP instalou uma estação de tratamento de esgoto no Bairro do Souza.
Temos que aprender a preservar nossas riquezas que é nosso meio ambiente.
Em ano eleitoral porque não se debate um projeto de reflorestamento para nossa região?

Joka

domingo, 20 de abril de 2014


João Carlos Faria

Onde fica a margem?

Que os cantos dos acentrais nunca sejam esquecidos.
Que as civilizações que por aqui floriram reapareçam.
Nós temos um passado muito desconhecido não somos
a primeira civilização do que hoje chamamos América.
E agora se descobre vestígios?
Os poetas sempre percebem no ar este existir?
Poetas desenvolvedores das palavras tem a mistica no coração.
Xamas de ancestrais.
Mulheres homens navegantes.
Que vem o maravilhoso na vida.
Triste sina?
Não sabemos.
Talvez seja o desgaste de sempre voltar neste plano?
Ou o prazer?
Mas quantas sutis dimensões temos a nossa volta?
E navegamos pela vida sempre a deriva nas cidades.
Antenas ligadas.
Palavras sopradas em nossos ouvidos.
Mistérios no pensar.
Sentimos o mundo.
Adentramos a portais.
Em qual lado da margem afinal vivemos?
Canário eu?
Sempre decifrando o mal e o bem?
Quantas incertezas nesta sociedade que insiste esquecer
de onde veio.
Não temos nada além de nossa sutil vida.
E somos sempre atores a representar um papel em que não
nos encaixamos?
Afinal quantas idas e vindas.
Diante da efigie que nunca deciframos?

Joka

Escrito surgido depois de ler uma matéria sobre uma descoberta
arqueológica no Vale do Paraíba.




sábado, 19 de abril de 2014




João Carlos Faria

Inferno pós 11 de setembro

Chacal e suas desventuras pela América, leituras de Ricola num sábado esquecido
neste outono lunar.
Cassiano Ricardo nunca esteve tão atual com seus Sobreviventes e os incautos o taxam de fascista.
Tem sempre que se concorda com tudo? A poesia dispara enquanto as bombas não explodem na Crimeia.
Em que mundo nos metemos? E como sairemos desta encrenca seremos civilizados quando o ultimo supermercado fechar?
Cade a pomba da paz? Quando papa Francisco a soltou em Roma ainda não invadida
foi devorada por um gavião.
Os quatro cavaleiros ainda estão no inferno?
Que nosos joelhos se dobrem ainda pode restar uma esperança?
Enquanto isto poetas nos inquietam.


Joka     

sexta-feira, 18 de abril de 2014


João Carlos Faria

Jardins da bibilonia

Canário eu sem asas?
Sem voar.
Cade minhas asas?
As tenho. Mas esta gaiola não me permite voar.
Que mal nos fazemos ?
E o mal se anuncia ao mundo sem asas.
Mas em sua velocidade estonteante.
Sendo devorado pelo consumo.
Enquanto descemos aos infernos.
E na madrugada algo bate a porta.
Anjo torto?
Mas alguém de nós és perfeito?
E morre o escritor.
E agora uma eterna solidão.
Para onde foi Gabriel Garcia Marques?
Canário eu sem asas?
Sem voar.
Quantas dimensões se abre diante de nós.
E a velha praça em silencio.
Canário eu sem asas?
O Rio de Janeiro é nossa cidade.
Poetas brincam nos jardins da bibilonia.
Canário eu sem asas?
O ilusório se faz nos estúdios de televisão.
Canário eu sem asas?
Poetas figurantes brincam dentro do liquidificador.

Joka


João Carlos Faria

Canario Hipermoderno

Sexta-feira santa estou aqui morto crucificado no consumo.
Em tempos hipermodernos.
Sentindo a fragrância da não existência.
Em tempos em que o amor se perde em palavras no não ato.
Estou aqui revestido de minha ausência de razão.
Não te vejo. Cego diante da vida.
Nossas vidas passageiras a modernidade passou a pós nem se
fala e a hipermodernidade?
Para que nos serve jogar estas bombas de reflexão se nada se transforma.
Eu aqui nesta sexta-feira santa.
Enquanto bordeis de consumo estão fechados?
E quando Babilônia cairá. Vejo um trailer de Noé enquanto
decido se escrevo ou não.
Vivemos numa grande ausência de fé no homem.
Imaginem para com um Deus que morreu numa cruz.
Não deciframos símbolos. As entrelinhas não nos basta
na época do fanke ostentação.
Precisamos ter e não somos.
Aturdido com minha e sua morte.
Vendo os rumores de guerra.
Não temos condições de perceber o mundo.
E não durmo nesta tarde vagabunda.
TV desligada, cartão de credito cortado com a tesoura.
Mesmo assim ainda Narciso.
Ainda me torno hedonista.
Compartilho minha dor quase desumana.
Pois sei ser também a sua.
Afinal quem somos?

Joka