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domingo, 2 de março de 2014

Roda Gigante Dércio Marques


João Carlos Faria

Desde que saímos das cavernas

A melodia encanta a alma.
E nos traz a tranquilidade de que tudo vale a pena.
Hoje não li Pessoa.
Passei amanhã planejando um estágio.
Tudo por terminar e a canção na noite um achado.
Leituras de livros. Subi as três montanhas.
E voltei a terra.
Tudo passa.
Vi a Amazônia reluzente e apaixonante.
E agora o calor da madrugada.
É carnaval e poetas resistem e publicam seus poemas.
Para aliviar existências.
Quantas vezes a ouvir a Canção de Dércio Marques.
Choro seguro. Alma lavada.
Corpo cansado.
Em nossas esquinas poetas andam solitários.
Não há tempo para estar juntos.
A solidão nos enche de alegrias.
Poetas observam o mundo.
E instantaneamente publicam suas percepções.
Não tem mais nada para mudar.
Tudo é um jogo.
E não a pisante para ser pisado.
Ouço a presença de Darcy Ribeiro numa antiga entrevista.
Enquanto mudo o canal para saber dos rumores de guerra.
Desde que saímos das cavernas.
Sempre as guerras.
Somos formados de lutas, guerras e ausência de gloria.
Somos folhas a ir embora com o vento.
A vida a música de Dércio Marques.
Eita vida.
A melodia encanta a alma.


Joka     

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