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sexta-feira, 7 de março de 2014

João Carlos Faria

LUGARES DA CULTURA

Quando era militante? Quando fui ativista.
Se é que deixei de ser?
Encontrei Mario Covas numa eleição em frente ao Espaço que
leva seu nome em SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.
E perguntei e a cultura?
E respondeu A CULTURA e seus soldados de partidos foram o afastando
de mim.
É a vida para quem se faz eternamente apaixonado pelas transformações sociais
de uma nação de nossas cidades.
A vida esta ai. E queiramos ou não estamos no palco.
Nem sei se vou ao evento muita burocracia fazer uma inscrição virtual?
Para que servem estes debates infinitos?
Já fui a tantos e nada vejo de novo na velha cidade que os dirigentes
só veem o folclore como prato principal.
E em conversas com poetas digo cabe umas editoras nas cidades.
Resgatar a memoria de todos cidadãos.
Vamos construindo nossa historia criando blogues, sites.
Descobrindo caminhos sem precisar do poder público.
Que nunca sai do lugar.
A cidade se faz presente.
Quando editava o LITTER que a cidade esquece.
E recebia tantos materiais livros, jornais, discos.
E pensava comigo mesmo estamos na direção contraria.
E hoje vejo novos cineastas produzindo por conta própria
sem o poder publico a dizer o que quer que façamos.
Estamos na direção certa?
Independência enquanto produtores de arte quase morrem de inanição.
E a morte na vida.
Talvez até vá para rever amigos mesmo sendo eu não acreditando em nada disto.
Só quero trocar figurinhas para reaprender editar meus vídeos.
Produzir CD e quem sabe montar uma editora.
Tem muita gente produzindo hoje sem pegar as migalhas oferecidas
pelos desgovernos.
Que insistem em fazer cultura, arte sem abrir um debate franco e honesto.
Mas tudo vale a pena afinal não somos anões.
E nem temos orçamento.
A O PODER feliz eu que nunca o terei.
Para que afinal ser dirigente cultural?
Se tudo este sempre quase igual.
Vamos resistir e nunca desistir.
Enquanto com a benção de pai Raul Seixas esperamos
a MORTE chegar.



Joka

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