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sexta-feira, 14 de março de 2014

João Carlos Faria

Gado marcado 

O que nos resta nestas noites quentes?
Quando o leite se faz chão.
E a esperança mera ilusão.
Pegar carona num disco voador?
Cade o táxi?
Quando a maconha será liberada para fundir cérebros.
Nossa água contaminada.
Emprego anda tão raro.
E a vida uma caristia.
A educação se perde.
E a covardia de uma nação que não se faz presente.
Nem aspira mudanças.
Ousadia palavra gasta. Numa sociedade apática.
E todos no silencio de um automóvel.
Sonham em ser média na merda diaria. Gado marcado.
Enquanto a fome espreita a periferia.
E a esquerda sem ousadia se chafurda na burocracia.
O poder ilude. Falta fé no próximo.
É o mercado que nos ilude.
Só sabemos votar?
Nossa esmola diária.
A rua nos espera.
Nem sabemos criar cooperativas.
Nem temos sabedoria para nos ver no próximo.
Somos por demais egoístas.

Joca

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