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segunda-feira, 3 de março de 2014

João Carlos Faria

Carnaval é porque não uma banda de poesia?


É carnaval e os corpos se encantam com os suores.
Na batida dos blocos.

Não estou querendo escrever nada sério afinal é carnaval.
E as cidades estão em festa.
Nada contra tudo a favor da festa do povo.
Hoje vi uma lancha em pleno Rio Paraíba.
E tentei chegar a uma antiga vila perto da Sabesp.

É carnaval e os corpos se encantam com os suores.
Na batida dos blocos.

Mas agora propriedade particular.
E o Paraíba lanchas, canoas, ribeirinho.
Consigo visualizar além de uma cidade só de tecnologia.
E grandes industrias.

É carnaval e os corpos se encantam com os suores.
Na batida dos blocos.

Podemos ser uma cidade de arte, fé e amores.
Enquanto isto em Paraisópolis o Zé Pereira encanta uma nova geração da família.
É a Mantiqueira vista diante do Rio Paraíba.
Esta cidade nos inspira.
Hoje quase vazia.
Mas cheia de vida.
E com sua alma que navega por entre as águas.
Sucos. Gente mesmo que pouca.

É carnaval e os corpos se encantam com os suores.
Na batida dos blocos.

É carnaval e os corpos se encantam com os suores.
Na batida dos blocos.

Nem sinal de fumaça no centro.
Enquanto os blocos retornam a Sampa.
O Brasil se explode em cores e porque não uma banda de poesia?
Numa nação de bandas podres.

É carnaval e os corpos se encantam com os suores.
Na batida dos blocos.

Joka


São José dos Campos São Paulo Brasil

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