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domingo, 30 de março de 2014


Para compra o livro


A poesia de Nydia Bonetti
Ler esta poeta nos inquieta e até nos faz reabrir o computador para criar uma matéria a nossa maneira para não deixar seu livro ficar em branco. Já até achei o site da editora para poder comprar o livro.
Faz um tempo que me delicio com seus poemas assim como de vários poetas de nossa geração a Poesia no Brasil vai bem obrigrada ainda não achei resenhas deste livro além do poeta Claudio Daniel no seu blog.
A vida flui através desta poeta sempre em pequenos versos tenho a mesma boa impressão sobre sua poesia quando no ano passado fiz a leitura de Manoel de Barros pela primeira vez.
Acompanho inúmeros poetas mas Nydia tem uma força de atração para meu olhar.
Ela livre e solta bem diferente de alguns poetas que tanto gosto.
E assim como criança redescubro a poesia sem as causas militantes.
Uma poesia sem amarras.
Desfrutem desta poeta que desabrocha neste século vinte e um.
É bão falar de quem se sobressai nos dias de hoje sinal que vivemos nosso próprio tempo.
Nydia tem muito a nos prestigiar com sua poesia. E nos aponta inumeros caminhos para a poesia que sua obra chegue a inumeros lugares e atravesse o oceano.
Nydia poeta de quinta grandeza na constelação da poesia.


João Carlos Faria












NYDIA BONETTI
 
Autora do livro de poemas Sumi-ê, Nydia Bonetti, engenheira civil, nasceu em Piracaia, interior de São Paulo, onde reside. Mantém o blog L o n g i t u d e s(http://nydiabonetti.blogspot.com). Colaboradora naRevista Mallarmargens. Tem poemas publicados em revistas e sites literários e culturais: Revista Zunái, Portal Cronópios, Musa Rara, Eutomia, Germina Literatura, e outras. Faz parte da coletânea QASAÊD ILA FALASTIN(Poemas para a Palestina), Selo ZUNAI e da Antologia Digital Vinagre - Uma antologia dos poetas neobarrocos.Publicada em 2012, pela Coleção Poesia Viva, do Centro Cultural São Paulo, na antologia Desvio para o vermelho (Treze poetas brasileiros contemporâneos), organizada pela poeta Marceli Andresa Becker. Publicada também em 2012 pelo Projeto Instante Estante, de incentivo à leitura, curadoria de Sandra Santos, Castelinho Edições. Participou da Poemantologia da Revista Arraia PajéuBR, numa iniciativa conjunta com o Portal Cronópios.

Acredita na poesia como tradução da “devoção interna”, muito além de qualquer manifestação intelectual e segue - ao pé da montanha, à margem do rio, em busca da flor.









Poemas de Nydia Bonetti

fogo apagou!
gritava o pássaro da minha infância
pressagiando as cinzas que viriam



chão descoberto
chão descoberto
onde me faço e me descubro
até que me cubras
e eu me desfaça - em chão

o não sonhado
queria ter sido - não foi
já foi  já era - foi
de certa forma somos
também o que não fomos
pois sempre estamos
se estamos somos 
o que pudemos ter sido
até além  do imaginado
- o não sonhado é 
o que chamamos  vida

muitos
um anjo
- agora são dois
com seus pés vermelhos
suas asas brancas
caminhando lendo
pelas ruas de pedra
da cidade que habito
colhendo sementes
um deles me olha
como se dissesse
— agora crê?
e segue
colhendo sementes
pelas ruas de pedra
da cidade que habito
caminhando lento
com seus pés vermelhos
suas asas brancas
- agora são muitos
anjos
nenhuns
singelos ou loucos vamos
fazendo poesia
pois que somos todos
uns ou outros
ambos talvez
nenhuns
toada
o salmo
o sal
a mó
a mão
que move

que tudo
canta
e conta
no poema
que sinta
quem

leva-me
leva-me palavra
donde

meus pés e olhos
não

me levaram

por não saber ou não
poder

querer quem sabe não
sonhar ou

por não haver
estrada
hera

olhos antigos
queimam

hipotética chama

dilatadas pupilas
branca-flor

perdida

hera
que não ousou

ir além

- e o muro
nem era assim

tão alto

trilha possível

queria sol
e um céu pequeno

sobre minha cabeça

trilha possível
e um chão sereno

sob meus pés descalços

flores à margem
nem precisava

eu as recriaria

chuva miúda
bastaria

tourada
olhos do touro
nos olhos do toureiro
a lâmina

o casco

vermelhas as areias
o sangue inocente

as meias

do homem que mata por prazer
animal

asas aflitas
fase silenciosa
antes do amanhecer

(como demora o sol
quando se espera por ele)

asas aflitas o pressentem

(sou do bando dos pássaros
acordadores do sol)

desde sempre assim
(antiga sina)

eu espero por ele
ele espera por mim

- e a noite perpetua





rebeladas penas
é tanto sol
que uma pena da minha asa preguiçosa se soltou

voou leve lá fora

do meu ninho pude ver o vôo silencioso das penas
que flutuam

outras tantas se rebelam agora - mal posso contê-las
ansiosas asas se contorcem

e o vento e o sol e o vento - fui... ganhei o céu

preces quase

1.

meu coração é um redil
de ovelhas loucas

contidas
por contornos tão frágeis

apascenta meu coração

(se me amas)

2.

perdão senhor
não fui capaz de cumprir
teu maior mandamento

(amei tão pouco)



o homem do farol

1.
amanhã
o dia vai ser bonito

o sol mais uma vez vai colorir
a multifacetada crosta
da terra

mesmo vazia - a casa
portas e janelas abertas
irão saudá-lo

2.
em algum lugar
um velho barco regressa
velas feridas tanto sal

olhos aflitos
braços abertos que se fecham
em

abraços

quantos faróis no caminho e o homem
do farol
como suporta

enquanto gira
o velho artefato a indicar por onde
ir

3.
de que lugar escuro a concha
que vai secar

de onde os pássaros que povoam
a ilha

o vento que sopra nuvens agora
e deixa
um pedaço de céu estrelado

posso ver

4.
quantos cabelos e varais mulheres
lavadeiras quantas

lençóis quarados sobre pedras quentes
quantos

amores sobre
lençóis

quantos nãos

camas vazias mãos
quantos olhos
homens e mulheres na sina

dos dias iguais

5.
ondas que se quebram areias quentes
o galo
prestes a cantar

um pio
é quase dia

vai ser bonito

pesam meus olhos na janela
renasce a vida

me entrego

à quase morte do sono
da lida
sem sonhar

cheiro de café com pão
em algum lugar
dizem

que o homem do farol é feliz




Os mutantes


João Carlos Faria

A vida é assim

Já é tarde ouço MUTANTES leio poemas sobre
a ditadura.
Escrevo textos políticos.
E não me cala no coração a vontade da poesia.
O Sol se faz quente.
Casa vazia. Canário silencioso.
Vida em abundancia.
Semana para se iniciar.
É Domingo inicia-se a semana.
E tem sempre no inconciente um certo jeito de final.
Poesia na vida. No marasmo.
O que nos falta ousadia?
A vida é assim.
Deve a ter ser diferente?
Quero caminhar pela América Latina.
E padre Anchieta caminhava mais de cem quilômetros
pelas praias. Que exemplo.
Que os pássaros cantem livres da gaiola.
Que as leituras politicas nos levem a reflexão e se transforme
em ação.
Que os anjos digam Amém e me permita estar na Mantiqueira.
A vida acontece por entre livros, caminhos bate papo entre amigos.
Leituras virtuais.
Orações.
Preciso aprender a joelhar e agradecer ao Pai.
A vida é bela. Devo deixar de assistir novelas?
Já é tarde. Vou desligar o computador.
E aprender a amar.
E orar.


Joka   
João Carlos Faria

Domingo de ousadia?

Epa domingo de Chacal, Tom Jobim uma passeada no face e quem sabe um passeio
a tarde. Tantas reflexões e nos perdemos no marasmos de Copa, eleições.
Eles os jogadores de futebol e os cartolas e a elite politica não estão nem ai com o povo. Só querem manter o poder para suas vaidades.
Fico com Tão Jobim num vide-o que estou ouvindo vamos inventar o Brasil.
Vamos criar poemas, fazer música, cinema. E quem sabe descobrir um novo caminho para o fazer
politica que anda muito velha e chata sem boas inovações.
Carecemos de novas ideias e novas ações. Nisto adoro a criatividade dos libertários.
Estas eleições é tão sem graça que Dilma das opções ruins que ai estão é a menos pior no meu ponto de vista é claro.
O pais não pode voltar ao atraso. Deveríamos refletir melhor as ideias de Darcy Ribeiro.
No poder esquerda e direita parecem se igualar?
Vamos refletir esta nação e aprender a fazer politica para o bem comum.
Falta vontade de mudança no CIDADÃO Brasileiro.
Por isto devemos aprender a sermos ousados.
O Brasil precisa de nós.
Concordo com Chacal não podemos dar trela aos burocratas de partidos. A esta gente que se julga inteligente e mama na teta do estado.
Sejam eles de esquerda ou de direita.
Estão nos iludindo. E o povo não é tão bobo assim.
Parecem que se esquecerão do clamor das ruas?


Joka

sexta-feira, 28 de março de 2014



João Carlos Faria


A literatura transformando a sociedade


O cravo sem a rosa não seria nada como é feio a covardia do machão em relação a mulher.
Estes dias vi uma propaganda incentivando o machão figura ainda
presente em varias culturas.
O que nos cabe ver tudo isto se manifestar em nossa sociedade Carlos Heitor Cony num depoimento na TV nos falou de como a sua filha na ditadura militar aos treze ou quatorze anos foi ameaçada dentro de casa.
Quantas mulheres são espancadas, vilentadas neste pais mesmo com a lei Maria da Penha.
É triste mais real e não devemos nos silenciar diante de tanta covardia.
E hoje vejo que a poeta Nydia Bonetti lança seu livro Sumi-ê, de Nydia Bonetti (São Paulo: Patuá, 2014),
É este nosso universo virtual de tantas informações mas a poesia de Nydia Bonetti é relevante e vem cativando cada vez mais quando abro o Facebook e agora podemos desfrutá-la em livro nada como um livro impresso para a qualquer momento abrir e ler.
São tantos os novos talentos da literatura que cabe a criação de varias editoras Brasil afora para lançá-los.
E fazer chegar ao povo seus poetas. Conheço inúmeros que fazem minha leitura diária e dali muitas vezes parto para minha criação.
Dentro de poucos dias teremos O Festival da Mantiqueira uma grande celebração aos amantes da letras nesta nação. Será em São Francisco Xavier em plena Serra da Mantiqueira lá já estive muitas vezes e agora voltarei para fazer uma cobertura para o Entrementes.
E rever muitos amigos como a escritora Ely Yabeth Brait Alvim que foi diretora de cultura da Fundação Cultural Cassiano Ricardo entre 1993 e 1996. Que apoiou o jornal literário LITTER pela comissão de literatura hoje extinto e fomentou as casas de cultura de São José dos Campos.
Enfim literatura e politica andam juntas na historia e cabe as escritores estarem inseridos no contexto histórico de sua nação.
A arte vem de nossa necessidade de nos transformarmos e assim mudarmos o mundo ou quem sabe tentar?
Este Festival reunirá Quixotescos de vários lugares do BRASIL sempre aguardado todos os anos quiça a Semana Cassiano Ricardo tenha um dia esta importância porque não uma feira anual de livros durante a Semana?
São José é cenário de várias gerações de escritores como Jose'Omar Carvalho, Olney Borges, Helio Pinto Ferreira e vale a Fundação que leva nome de poeta pensar numa reedição de livros destes e de muitos outros poetas que passaram pela cidade porque não uma editora publica?
Pois Murilo Mendes escreveu Só não existe o que não é imaginado.
E imaginação temos de sobra e como aprendi com Ely Yabeth Brait Alvim sempre temos que tentar pelas brechas. Eu aprendiz de libertário.


Joka



quinta-feira, 27 de março de 2014



No sítio Nhá Chica sempre há pássaros na cozinha, as galinhas passeiam pela área, os esquilos gostam de se embrenhar no fogão à lenha, as preguiças com seus dois filhotes ficam na embaúba perto da casa. Me acostumei com os bichos e, creio, que eles comigo.
A raridade é que aqui na cidade, todos os dias, um pardal entra pela cozinha, atravessa toda a sala e vai para o corredor para se olhar e se bicar no espelho. Me acostumei com ele.
Hoje ele me deixou pegá-lo, levei-o para o jardim e o soltei com grande alegria. O segredo é saber esperar, criar intimidade, como aconteceu com esse pardal que, se abaixou para que eu acariciasse suas penas. Até parece que ele sabia que eu ia deixa-lo partir, sem demora.
Depois, olhei para o céu, aqui em Eugenio de Melo, me lembrei que daqui a pouco vou falar a respeito de Cora Coralina e que ela era da Ordem Terceira de São Francisco. Fui até minha pedra de São Francisco, em frente de casa, e agradeci por esta alegria. Certamente é um sinal!


João Carlos Faria

A beleza no amarelado cotidiano

É o pardal ganhou seu dia de beleza.
Pardais cruzam nossos dias e nem nos
damos conta.
Ave pequena toda cinza.
Dizem ser praga.
Mais como cães vira-latas do céu.
Como as pombinhas que já foram da paz.
Nesta nossa urbanidade.
Esquecemos de ver a beleza.
Só queremos o canto dos canários.
Estamos cercados de pássaros e cantos.
Só não queremos perceber.
Estamos presos a nossa algema da pressa.
E esquecemos de viver.

Joka

Inspirado numa foto de Rita Elisa Seda

João Carlos Faria

Reinações de Emília

Emília cresceu virou mulher?
Boneca de pano.
Na terra do per lim pim pim.
E a cidade se encanta ao ver Emília.
Na tela de Nua Estrela.


Joka

     Obra de Nua Estrela
João Carlos Faria

Dia do teatro

Não sou dado a comemorar datas mas o dia do teatro acho que não devo deixar passar em
branco eu que não consigo passar das marcantes oficinas de teatro e não vou além das performances.
E nunca tive um grupo para chamar de meu o que mais era próximo era do ator Harley Campos e uma certa proximidade dos Velhos Novatos do diretor Wangy Alves.
Sempre fico admirado com os atores eles estudam bastante vivem fazendo estas oficinas Ademar Guerra aqui no Estado de São Paulo.
Ator que se preze sempre esta em grupo e assim são fortes sempre a frente nas lutas pelas inovações da politica cultural no pais.
Eles sempre com suas linhas empreendedoras sempre seguem em frente.
Então parabéns a eles atores que vem desde a Grécia ou muito antes fazendo historia estão sempre a frente nas revoluções historia a fora.
Eles tem uma reverencia aos grandes mestres da literatura e filosofia e assim sempre em suas labutas diárias com um pouco de clichê seus dias são todos.
Sucesso a eles os atores.


Joka     

quarta-feira, 26 de março de 2014

João Carlos Faria

O marco civil

Não me avisaram o marco foi aprovado.
O tal regulatório da internet.
Na câmara de nossos deputados.
Não me avisaram o mundo quase esta acabando.
E iremos para onde?
Como diria um Fanke Carioca tá dominado tá tudo dominado.
Tantos jogos a decifrar.
E não me avisaram que a Copa já chegou.
E o povo na rua para levar jatos de água.
Não me avisaram a Crimeia é Russa.
E o Face mudou e nem me consultou.
É outono e tudo sempre calmo.

Já estamos controlados via Face.
Blogues e sites.
Vamos montar um búnquer. Fazer um buraco no Souza?

Lá pras bandas do Souza antes que tudo acabe.

Vamos criar canções.
Dançar cirandas.
E contar estrelas.

Quem sabe uma carona num disco voador?

Nos livre do fim.

Mas que fim?
As folhas caem outono.
E amantes dão se as mãos.
Que o amar nos liberte da dor.

Joka



João Carlos Faria

Rodovias caras demais

Para o cidadão no Brasil ter qualidade no transporte tem que pagar caro e bem caro.
Porque ao invés deste já chato debate entre esquerda e direita a sociedade não aprofunda no
que realmente importa.
Buscar uma qualidade de vida e exigir qualidade nas rodovias. O brasileiro é sobretaxado com o pagamento destes pedágios.
Nossa carga tributaria é uma das mais altas do mundo e veremos este debate neste ano eleitoral?
Precisamos deixar a emoção de lado e exigir uma qualidade nas estradas do pais sem que precisemos pagar estes pedágios.
Por causa de uma quinta parte em impostos e a derrama houve a incofidencia mineira.
E nossa geração se cala ante mais esta exploração do poder publico no estado e no Brasil afora.
Que o eleitor se faça cidadão nesta eleição e exija mudanças nas urnas.
Estar nas ruas se faz necessário e a violência em manifestações do cidadão interessa a quem?


Joka

terça-feira, 25 de março de 2014

João Carlos Faria


Fura Fila


Discordo do tom da matéria de Lauro Iam para o Vale intitulada Novo Pinheiro nasce com estrutura ampla de lazer.
O governo Dilma, Alckmin, Carlinhos avançam ao dispor de uma tecnologia social para estas comunidades.
Todos nós acompanhamos a luta deste povo por este pedaço de chão. E neste pais cabe a luta politica sim por terras urbanas.
Que sejas sim de modo pacifico quando governos cumpram sua parte. Aquele povo lutou para conquistar seu espaço.
E cabe as famílias que estão na fila estarem organizadas e atentas para conseguirem suas casas.
Todos sabemos do alto preço dos imoveis em São José dos Campos e no Brasil de hoje.
Todos ou quase todos criticam as ações do governo do PT na questão social com os projetos
de transferência de renda como bolsa família e tantos outros.
Mas estes projetos estão modificando o pais e sentiremos estas diferenças em alguns anos.
Estão dando uma base para uma geração se fortalecer. Ninguém fala do apoio ao desenvolvimento que o BNDES tem feito.
Projetos como Minha Casa minha vida tem feito a diferença.
E o debate eleitoral este ano vai patinar nestes temas e não se amplia um debate maior do que o pais precisa para se desenvolver nos próximos anos.
Nunca vejo um debate serio sobre o ensino médio na região que anda precário.
Queremos sempre manter o debate neste tom e esta matéria de Lauro Lam patinou novamente.
Este ritmo de torcida de futebol no debate nacional tem atrasado o debate.
E ficaremos eternamente entre PT X PSDB.
E nada novo surge?




Joka


segunda-feira, 24 de março de 2014

João Carlos Faria


Negação

Esqueceu-se de rezar já era tarde da noite já tinha feito de tudo e cansado
foi deitar.
É a vida o labutar do dia. A procura desesperada de um lugar ao sol.
E a eterna negação de si mesmo. A preferir a ciência.
E o homem se nega. Esqueceu-se de rezar.
E as noites foram passando e a vida sendo levada e tudo sempre igual
e o homem esqueceu-se de si mesmo.
Da divindade que há dentro.
E tudo cada vez mais pesado as leis sempre crescendo e um movimento
levando uma eternidade.
Esqueceu-se de rezar.
E naquela distante ilha era ele eterno.
Esqueceu-se de rezar.
E nada passava e angustia tomando conta e o peso sempre aumentando.
Parecia-se petrificar.
E continuava a esquecer de rezar.
E tudo sempre distante enquanto descia a torre.
Teve um momento que tudo estava pesado.
Parecia-se com uma pedra numa distante vibração.
Mas a velha necessidade de ganhar o pão.
De sobreviver de trazer dinheiro para casa.
E nunca se lembrava de rezar. Nem de olhar as estrelas.
E pensar no divino. E sempre descendo a torre.
Sempre se esquecendo de por o joelho ao chão.
Já se esquecia de quando era estrela.
Só pensava no trabalho. Só esquecia.
Quando percebeu-se pedra.
E só lhe restava rezar.



Joka  
João Carlos Faria

Trovoes direto de um labirinto por entre nuvens

O que nos resta escrever quando lemos a metralhadora
de Ricola.
Saímos perdidos deste labirinto de emoções e palavras.
Voltamos as nossas amarras.
Ricola se desprende das palavras.
E as faz voar.
Nada além.
O que seria da vida se não descobriremos a poesia de nossos
dias.
Todo o cotidiano se faz vida.
Aos olhos de poetas. Seremos devorados pelo Minotauro?


Joka

domingo, 23 de março de 2014

João Carlos Faria

,

Quando a criatividade cessa é momento de silenciar-se.
De refletir a vida.
Se desligar do mundo.
E buscar o silencio.
E se o tempo não existe porque tudo passa?
Só a dia e noite. E a ampulheta mera fantasia?
Não existo e existo. Quantas dimensões.
E eu aqui. Dentro de mim.
, Meu coração bate. E faz pulsar a vida.
Não sou virgula e ponto.
E não cessarei quando meu coração não mais bater.



Joka
João Carlos Faria

Calar

Tem hora que a palavra se ausenta e a angustia toma conta a poesia não jorra.
E a vida parece parar. Nada novo nos faz viver.
Tem hora que devemos nos silenciar.
Para sentir o silencio. Degustar o silencio.
Nos calar. E simplesmente sentirmos nossa presença na existência.


Joka

sexta-feira, 21 de março de 2014

João Carlos Faria

Canção ao Paraíba

Sobre a transposição do Paraíba para mim me emociona mais fazer um poema. Uma cronica
do que um artigo de opinião.
Não tenho todos os dados técnicos e suas friezas para debater. Finalmente gostei das opiniões bem maduras por sinal dos leitores de O VALE agora tive vontade de escrever no site.
A foto de Cláudio Vieira pela sua poética me emocionou.
Este nosso Rio merece muito mais que seja recuperado assim como o Tiete.
E o que estamos fazendo com nossos rios? Me faz lembrar aquela carta daquele Índio Norte Americano.
Agora não me lembro do titulo acho que é Enterrem meu coração na curva do rio?
Que bobagem é esta nossa de nos sentirmos donos da natureza. Hoje temos tanta tecnologia
e continuamos a contaminar nossos rios.
Uma vez Tão Zé numa performance devolvia água limpa ao Tiete. E o poeta José Moraes Barbosa
fez uma canção para o Tiete – O Rio roí o rio ri por não ser mais rio.
É hora de nos esquecermos das eleições e nos concentrarmos em nossa veia o Rio os rios de nosso estado de nossa nação.
Carece que façamos um debate serio para suas despoluição e proteção.
O jornalista Ricardo Faria e o Dr. Coimbra nos falam da poluição química do Rio quando os vemos
serem chamados para um debate na TV Câmara ?
Façamos um debate no Vale, na Band e na Vanguarda e nas rádios.
O Rio é de todos e merece ser salvo.
Fiquemos atentos a atuação de nossos deputados estaduais e federais.
E o Rio é uma causa justa para nos manifestarmos nas ruas deste nosso Vale do Paraíba.
Cabe ao povo o destino de nosso rio.

Joka
João Carlos Faria

Enamorados

Sexta-feira e o Sol anda de bicicleta vendo o mar de Copacabana.
E a Lua em sua garupa.
Divertem-se.
Sendo Copacabana e um estranho homem passeia vestindo uma saia azul.
E outro declama poesia a um real o poema.
Crianças brincam na calçada.
Enquanto em outros lugares alguns almejam empregos.
Outros publicam defesas de governos na internet.
E assim é sexta-feira.
Todos sonham, zumbis adormecidos.
Enquanto pássaros espionam o mundo.
E disco voadores passeiam em frente o sol.
Quantas maneiras de vermos o mundo.
E o Sol e a Lua enamoram-se tomando uma água de coco.
E nas bancas de revistas os jornais do dia trazem suas mentiras inúteis,

Joka




quinta-feira, 20 de março de 2014

João Carlos Faria


E vós ofereço a esperança em forma de uma flor.


São tantos os rumores de guerra.
E aqueles quatros cavaleiros parecem soltos.
Será que andam por ai de bicicleta?
E a vida da maneira que conhecemos pode se perder
no tempo?
São tantos os rumores de guerra.
Sinto a felicidade escorrer pela ampulheta do tempo.
Vamos cair de joelhos e orar ao senhor da vida.
Vamos dançar ciranda. Neste outono.
São tantos os rumores de guerra.
Que perco-me em desesperança.
E vós ofereço a esperança em forma de uma flor.
É tanta a necessidade de paz. Que vos ofereço a vida
o amor e a sinceridade.




Joka
João Carlos Faria


Somos pássaros


Para Shirley Marciano


Frias são as guerras. Enquanto o outono chega.
E não cessa nosso desejo de mudar.
Tem hora que tudo parece estar do mesmo jeito.
E sempre este rumor de guerra.
Este desamor reinante em nossa humanidade.
Sera mesmo que somos seres pensantes?
Frias são as guerras. Enquanto o outono chega.
E ai nos cabe no fim da tarde abrir um livro.
Deixar para navegar bem tarde.
Recolher o desejo de amar.
Frias são as guerra. Enquanto o outono chega.
No quinto andar não olho para a janela.
Posso querer bater minhas inexistentes asas e voar.
O tempo passa e permanecemos os mesmos?
Quanta gente reunida celebrando a vida.
Numa tarde de fim de verão.
Deixei as oras passar em conversas.
Somos pássaros?
Tem hora que o trabalho não vem.
As utopias desaparecem.
E abrimos livros na tarde.
Frias são as guerras. Enquanto o outono chega.
Quero ir a uma cachoeira.
Sentir o frio. Outono.
Frias são as guerras. Enquanto o outono chega


Joka