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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

João Carlos Faria

Tédio

Em meio ao tédio devoro poemas.
Poemas nascidos e plasmados agora.
Quantas poetas em meio ao tédio.
Espero a chuva.
Já andei até de guarda- chuva.
Em meio ao tédio tenho receio dos velhos fantasmas da noite.
Quantas noite mal dormidas. Em meio ao tédio crio poemas.
Que se perdem na escuridão da noite.
Eita tédio que nos traz vida.
As vezes nada sai numa meditação.
Em meio ao tédio te telefono e não te acho.
Nunca te acho.
Enquanto vivo no tédio.
Sem você não existo.
A vida em brancas nuvens.
É noite e espero meus fantasmas.
Enquanto leio poemas. Sonho utopias.
E nada se faz presente.
Lembro-me do velho palhaço em um shopping.
Tentando um apoio. E sempre o velho não.
Ele saiu de cena em meio ao tédio.
Enquanto respiramos temos uma vã esperança.
Em meio ao tédio devoro poemas.
Abro livros. E escrevo com o sangue e o suor.
De uma alma vazia de sentido.
Em meio ao tédio vivo.


Joka     

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