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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

João Carlos Faria

Na sinfonia das moscas

A noite invade ... Nossa tarde …
E Bob se encanta na voz de Gal ..
Ainda temos tempo?
Mais valia umas moedas …
Mais valia a ilusão e a utopia do não acontecer.
Tudo é sonho que vira pesadelo.

A noite invade … Nossa tarde.
Tenho tempo não.
Tens tempos para velhas ilusões …
E as virgens de Acapulco.
Se incendeiam diante do vil metal.

Caracas acorda …
O Rio se inflama.
Sampa incendeia as praças.
E hoje de tão corretos nem milhos a pombos.
E a cidade morre na sinfonia das moscas.
A dengue hemorrágica nos mata sem reação.
Temos a ração de cada dia em nossas mesas.
E a fé num carne das Casas Bahia …

Nossa casa nossa conta.
E Regina Case esquenta a ilusão da favela.
Somos felizes não.

Tenho tempo não.
Tudo é tão solitário.
E a bala atravessa vosso cérebro.
Você já estava morto quando a velha TV só sintonizava
o jornal Nacional.

Só temos a rede. Conectada a um único neurônio.

Cidade submissa a velha mídia.

Morte certa das velhas utopias.

Mais valia umas moedas …
Mais valia a ilusão e a utopia do não acontecer.
Tudo é sonho que vira pesadelo.
Você esta morto.
E ainda não sabe.
Mais valia umas moedas ...

Joka




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