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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

João Carlos Faria

Inexistência

Para que big bhother se tudo mundo escancará a vida no Face.
Prefiro os poetas e artistas eles se revelam mas se ocultam.
Porque como diz um velho poema poeta mente.
Eu também minto o que escrevo hoje não é o que ache amanhã.
E tem hora que me envergonho quando leio o que escrevo nos jornais
do dia.
Nem sempre concordo comigo mesmo.
O que escrevo agora amanhã posso não concordar.
Afinal talvez sejamos muitos.
Deixamos o registro de nossa inexistência.
Nossa mera ausência de fé. No fundo somos inexistência.
Vidas a deriva. A procura de alguma ausência de sentido.
Quantas mentiras nos contarão nas escolas.
E olha que muitas vezes acreditei.
Em breve serei eu agente do sistema.
A mentir tanto por algumas moedas.
Quero outra chance e não se abre nem portas e nem esperança.
Não somos Sílvio Santos.
E mesmo assim mentimos muitas vezes para nós mesmos.
E nossas vidas estão escritas no selvagem cotidiano.
Hoje faz calor em breve fará frio.
E os anos sempre passam.
E sempre nos achamos importantes.
Cheios de certezas colocadas em nossas cabeças.
Frutos somos da velha e arcaica tradição.
Afinal para que mesmo assistir ao Jornal Nacional?
E alguém nas ruas quer encontrar estes jornalistas no inferno.
Porque não uma performance nas praças públicas para satirizar o velho jornal nacional?
E por na internet.
A vida esta ai escorrendo na ampulheta.
Esvaziemos nossas cabeças de nossas velhas incertezas.
Afinal o diabo anda de bicicleta e nada de braçadas em Copacabana.


Joka  

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