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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

João Carlos Faria

E ai qual é a cor das estrelas?

Nada é permanente. Tudo é estranho.
Leio velozmente poetas.
O que é mesmo esta tal de falha magnética ?
Perguntou-me outro poeta?
E o que posso responder?
Se nada é permanente.
E o campo da ciência é entendimento de poetas?
E o que nós entendemos da vida.
E alguém me interrogou hoje numa banca de jornal.
Único lugar a salvo na cidade onde o papo é certo.
E as questões da vida nunca são respondidas.
E sai com uma evasiva metafisica.
Sendo que como Sócrates nada sei.
E precisamos saber de tudo?
E ai qual é a cor das estrelas?
Vou é tentar achar algum cientista que me de uma resposta.
E comecei a ler um livro sobre Runas.
Quem sabe pinto um quadro. Faço um desenho.
E soube sobre a Ordem dos Sussurradores de Cavalos.
Eu que já fui da Republica dos Roedores de Orelhas eu participava
de um grupo de poetas que tinha vários nomes. E hoje nem sobre
nomes temos. E um grupo muito menos. Caminhamos sem ninguém na triste lida
dos que ousam pensar. Triste sina meu caro Edu Planchez.
O tempo nos fez afastar. E a vaidade incendiou nossas vontades.
Nada somos além de uma mera ilusão refletida nas nuvens.
E o que é afinal esta Falha Magnética uma porta nova para nossa débil percepção?
Uma janela estrelar?
Em cima do Banhado de São José dos Campos?
Será que o Ricola sabe?
Li sobre em seu primeiro livro.
E nada nos adianta mas que tal um Chá da Cinco Oswaldo Jr.
Lá em Eugênio de Mello será que a Rita Elisa Seda nos faz esta junção
de vozes dissonantes.
No Rancho do Tropeiro.
Mas nesta cidade não se fala de poesia.
Só se fala de folclore.
Poetas são chatos.
Que só sabem amar.
Nada é permanente. Tudo é estranho.
Leio velozmente poetas facebukinianos.
São humanos?
Rima que droga.
Sou pós modernista.
Nada é permanente tudo é estranho.

Joka




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