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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

João Carlos Faria

Devotos de Mamom

Madrugada. E tudo anda meio adormecido. E nossas consciências nem se fala.
E a onde chegaremos?
Descemos as escadas de um maneira veloz. Como fúrias. A hidra de lerna se fortalece. E não há nenhum Hércules para cortar suas cabeças?
E a voz nas ruas quer sangue, violência e clama por uma cega justiça.

Madrugada. E tudo anda meio adormecido.
E sempre nos fazemos metade.
Nunca por inteiro.

Madrugada e nos fazemos e fincamos nossa existência em abismos?

O dragão da maldade nos devora.
Civilização devota de Mamom.

Queremos ter e nos satisfaz.
Assim caminharemos para a paz?

Madrugada. Quantas dores nos olhar.
Quanta confusão.
A ilusão. A cegueira.

As ruas do Rio refletem nós.
A desesperança urbana nos separa.
Quando aprenderemos o valor da gentileza?
Quando faremos uma ciranda?
Paz palavra desgarrada dos dicionários que se perde na ausência de sentido.

Madrugada. Queremos o silencio.
Adentremos ao nossos corações.
Só no resta o silencio.
Madrugada.



Joka

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