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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

João Carlos Faria

Flores ao rei posto

Coroado de flores e cercados de ninfas o poeta se sentia um Deus.
E depois o sol se pós.
E veio a realidade de um ônibus lotado.
Copacabana bem longe.
E no meio do caminho vândalos atacam o ônibus e o incendeiam.
O poeta desce rápido sem lenço e documento.
E a cidade se inflama em agitada comoção.
O poeta é gente que vê a alma da cidade.
Tem sede de justiça. Enquanto o poder econômico nos transforma em mera
mercadoria.
O poeta coroado de flores. Não esta nem ai.
Encontra sua alma gêmea na caminhada de volta a sua caverna.
O poeta mero quixote na cidade vermelha.


Joka
 

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