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domingo, 19 de janeiro de 2014

João Carlos Faria

Acaso a poesia

Por acidente cheguei nesta tarde a poesia. Como nunca. Como alguém perdido em labirinto numa tarde de marasmo.
Aos assistir a um documentário ruim de poesia. Que não tocou minha alma.
Sei que não é culpa de Paulo nem de Ana nem de Pedro.
Que a poesia chegou quietinha a mim depois do almoço. Depois de um sábado.
Se o documentário não me atingiu a poesia sim me flechou como a fecha do cupido.
E que é existir. Nesta malfadada tarde de marasmo existir é um prazer.
Apos comprar três caixas de remédio para a possível dor de garganta para a certeira sinusite.
E cade uma cachoeira aos pés da Serra.
Não sei é Janeiro tempo de trabalhar. Tempo de calor e chuva.
E porque não descobrir um grande amor que faça se acender o fogo.
Enquanto isto a poesia me consola seja de que poeta for.
E a vida é uma flor nascida no asfalto.
O universo não é fruto de acaso.
Tem a sua e a minha mão. Somos ilusões na ciranda da vida.
Não tenho nada a fazer além de arriscar dizer o sentir da alma.
Mas alma sem corpo não é possível. E vida sem desejo é morte.
Ontem na cidade vida. Hoje marasmo.
Que é vida.
Que saudade de uma cronica qualquer.
Não tenho sabor. Não tem calor.
E pássaros nadam nas cachoeiras.
Eu pássaro sem asa.
Homem sem vida. Só o amor acende nosso fogo.
Por acidente cheguei nesta tarde a poesia.
Por acidente descobrirei o amor?


Joka|  

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