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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

João Carlos Faria


Cravada na Mantiqueira

Canoa. Lagartos caminham lentamente na Vila Industrial.
Enquanto leio e releio o poeta em sua canoa de ossos.
Ricola de Paula em utopias urbanas.
Nunca fui de reler poemas.
Mas estes poemas conquistaram-me.
Falam da vida, poder.
Não há tarja que nos livre do desafio de viver.

Canoa. Navego em nossa cidade.
São José dos Campos.
Dezembro. Calor.
Há algo por fazer neste ano?
Acabou-se só nos resta viver.

O poeta é poeta merece um Jabuti.
E só tenho a oferecer jabuticabas de minha casa ainda imaginária.
Cravada na Mantiqueira.
A vida sem utopia nos bairros operários.
E uma São José anos setenta de bordeis onde hoje esta instalado o poder.
Câmaras e Prefeituras se espatifam ante a força do capital.
Sem prestigio.
E nossa comunidade a merce de putas de voto.

O que nos resta além do bom combate.
Mesmo que de forma solitária.
Criemos um Exercito de Brancal eones.
Contra as quadrilhas dos espigões e arranha-céus.
Nossa cidade carece de gente que a ame.

Canoa lagartos caminham lentamente na Vila Industrial.
Não há tarja que nos livre do desafio de viver.

Joka




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