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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

João Carlos Faria


Jornada


Uivamos uivamos gritemos para que alcancemos nossos
ouvidos.
Eu grito que tu grites.
A caverna mas que caverna? Ainda não aprendemos a acender o
fogo?
É noite e nossa alma esta fria.
E o céu se acende. Vou levar minhas mãos aos céus e pegar uma
estrela.
Passei madrugadas inteiras as contando e não parava de achar elas as estrelas.
Uivamos uivamos desculpem não sou beat. Nem Bossa Nova.
Quem sabe Tropicalista? Não sou nada além de pó.
Não sou nada. Apenas escrevo quando o fogo de meu coração se acende.
Não tenho escolas literárias. Não tenho movimentos.
A séculos ando só.
Cade meus velhos amigos de nossa Irmandade Azul viraram pó
na estrada da vida.
Cada um em sua jornada. Como profetizado pelo profeta.
Uivamos uivamos gritemos.
Não sou de nenhuma geração.
Sou só em minha jornada.
A contar estrelas. Quantas pedras nestas jornadas.
Uivamos uivamos só nos resta uivar lobos sem matilha.
Caminhantes da cidade sem alma.
Uivamos.


Joka



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