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segunda-feira, 25 de novembro de 2013


João Carlos Faria


Waldomiro de Deus


Vem e vão na ilusão de cada dia que se passa. Segundos se fazem séculos quando o chão se abre.
Vivemos numa grande ilusão nas cidades que se partem. Edifícios, ruas.
A vida cade o cheiro de terra molhada?
Tudo sempre em vão. Mera metamorfose nunca ter certeza de nada. A vida mesmo assim é leve. Porque deve ser vivida.
Nos bons e maus momentos. Estamos presos a circunstancias. Porque nos fazemos escravos do tempo?
Dia adoravelmente molhado. Quando molhamos nossos pés nas ruas e temos para onde voltar?
Primavera glacial em que pássaros adentram as cozinhas para escapar da chuva. E fazem voos rasantes por cima de nossas cabeças.
Não me sobra tempo para ver o mundo retratado nos jornais de televisão. A mídia tenta nos conduzir? Só tenta nos atenta. Continuaremos gado?
Nosso dia as vezes leve as vezes pesado.
O que podemos fazer para aprender a amar ao próximo?
Se nosso umbigo se faz urgente. Quantos livros que ainda não lemos?
Poetas nos animam em suas postagens. A guerra nunca será ganha ?
Nem um lado é o dono da verdade. Já não consigo inventar segredos.
E quando ouvimos as histórias de vida nas ruas. Só estamos em cena quando estamos nas ruas.
Nenhuma mídia ou poema nos traduz a realidade das ruas?
Em suas belezas e tristezas. A cenário melhor para sermos os escritores de nossa própria vida?
Mesmo sendo marionetes de nossos desejos e emoções.
Este teatro as vezes nos cansa. Somos atores a uma eternidade.
E hora de uma nota musical acima. E ela sobe as escadas. Augusta.
Sampa. 1969. E o artista plastico de minissaia Waldomiro de Deus.
Que ousadia.
E tudo hoje acontece. O tempo passa.
Estamos no presente.
E tudo urge em breve natal. Em breve um novo ano.
E tudo desaba como o céu e as chuvas.
Momentos para vivermos em todas as suas cores de emoções.
Preciso paz para silenciar-me.
Ate quando continuaremos gado?
Cade as flores que irão nos libertar de nossa gaiola imaginária.
E preciso ter alma e preciso ter calma.

Joka


Joka





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