Seguidores

domingo, 3 de novembro de 2013

João Carlos Faria

Laranja Mecânica

Ouvirei a mesma música madrugada afora como num mantra que
se repete. Sempre existe sentido nas coisas que não tem sentido.
Humanidade no espaço e não dá tempo de parar assim falou
José Miguel Visnisk na tarde de primavera.
E a vida a girar. E o tempo não se congela numa fotografia.
Ele teima a passar.
Caminho pelas avenidas da cidade.
Dinheiro escondido, automóveis em alta velocidade.
E a cidade viva numa primavera.
Antes estava num lugar cercado de livros.
Cercado de utopias.
Laranja Mecânica.
Amores inexistentes. Crianças felizes.
E a musica a nos celebrar.
Ninfas dançam cirandas.
Laranja Mecânica.
Vidas mecânicas repletas de cotidiano.
Ouvirei a mesma música madrugada afora com num mantra
que se repete.


Joka

Nenhum comentário: