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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

João Carlos Faria

Errante alma

A poeta Nydia Bonetti

Joio e trigo.
Mas eu que nunca vi uma plantação de trigo?
Saberei o que é o joio.
Decifrar poetas em meio a constelação de imagens.
De almas vagantes.
E quase um ato de loucura.
Alguém falou que sou louco.
Respondi sou artista.
Mesmo em meio as indecisões.
Sei que repito minhas ideias e imagens.
Mas não dá para ser original se o sentimento e a
minha reação a vida é sempre a mesma.
Pelo menos agora tenho a noite para dormir.
E a fé para conquistar.
Tem hora que não tenho certeza de nada.
Eu vi a vida e a morte em corredores de hospitais.
Nosso destino certeiro.
Mas celebro a vida.
Mesmo nas dores de minha alma.
As vezes tudo dói.
E temos que manter nosso sorriso.
Plagiando um poema de uma amiga.
Quanto nos custa um abraço?
Não sei. Eu alma errante perdida no abismo.
Tenho tantos desejos.
E sofro quase em silencio.
Ontem em meio a reflexões assisti a Paixão de Cristo de Mel Gibson.
E lembrei do Evangelho de Jesus Cristo segundo Saramago.
A arte nos faz devorar o mundo.
Jesus homem.
E não deus. E não consigo ser ateu.
Minha alma em desespero.
Caminho sem sentido em busca de uma fresta de luz.
Ainda não sei o que é o amor.
Vivo num tempo de egoismo.
Eis me desilusão. Eis me indecisão.
Sofro em silencio. Descendo as escadas.


Joka

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