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domingo, 3 de novembro de 2013

João Carlos Faria

Canção para José a Cat Stevens

Ouço a mesma música a mesma melodia.
Tantas vezes. É madrugada e anjos batem a minha porta.
Trazendo as historias de tempos que já se perderam na memória humana.
Meus olhos lacrimejados. Sinto-me num poço jogado e vendido como escravo.
Caminho para uma terra distante da minha. Sem família sem abrigo.
Jogado numa prisão.
Quem sou? Já não sei. Já não tenho irmãos e irmãs.
É madrugada e anjos batem a minha porta.
Só o silencio na tarde em meio a multidão.
Ouço a mesma música a mesmo melodia.
Hoje alma errante pelo deserto.
Caminhante sem chão.
Alma deserta. Desespero.
Sem dor não se aprende.
Sem esforço não se é feliz.
É madrugada e saio com anjos pela cidade sem destino.


Joka

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