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quinta-feira, 31 de outubro de 2013





João Carlos Faria

Segredos em nossas entrelinhas

Para Escobar Franelas

Para nos perdermos temos que nos achar. Nestes dias frios de primavera. Caminho pelo parque.
Pela cidade. A vida é um sopro de alento em nossas almas atrapalhadas. A vida é rápida afinal só temos duas escolhas ou envelhecer ou morrer antes da hora. E quem somos nós para sabermos quando se dá a colheita?
Acredito que muitos agnósticos creem muito mais que os que dizem crer. A vida é feita de nosso pequeno cotidiano. Quando somos jovens nós achamos senhores da verdade. Tudo é utopia quando a maturidade chega. E já passamos a sermos chamados de senhores ou senhoras. Nos custa acostumar com a certeira passagem do tempo. E não podemos estar fora de moda aos quarenta, cinquenta quem sabe cem temos muito a realizar.
E pensar que talvez poderíamos durar uns mil anos. A morte não é triste ela só nos pega de surpresa.
Vai levando quem amamos. Mas tem vida na morte e as vezes morte na vida.
Decifremos a esfinge hoje ela me foi decifrada. Mas procure o porque da esfinge? A resposta foi para mim.
Temos tantos segredos que governo nenhum poderá jamais saber. A tantas cavernas escondidas em nossas almas eternas.
Quantos nomes já tivemos. Quantas personalidades. Meus caros temos muito de agnósticos como temos muita metafisica em nossos dias.
Quando partirmos será surpresa. E nada de praças. Espaços em nossos nomes nascemos anônimos e morremos anônimos.
Marcas são sempre apagadas com o tempo.
Deixemos as glorias para os que querem se perder.
Como diria Jesus Cristo que os mortos enterrem seus mortos.
A vida não passa de simples intervalo no infinito. Tenho todos os medos da morte.
Afinal tem chocolate para onde vamos?
Que Cecilia Fidelli tenha a moeda para dar a Caronte.
Que será nossas orações.
Leiamos seus poemas numa grande Celebração ao Renascimento da Poesia.
O que é mais justo a uma poeta que um sarau em sua memória.

Joka

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