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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

João Carlos Faria

O trigo no meio do joio.

Não consigo entender literatura que não seja visceral.
Que não tente desvendar a vida em suas entrelinhas.
Já não sei se arte liberta ou nos aprisiona. Tragam nós luz.
Em nome da arte já vi tantas bobagens.
Mas cortaram nossas asas e caímos nesta terra abismal.
Quando os pássaros comiam as viscéreas de um homem que ousou nos trazer o fogo.
Talvez estes pássaros fosse todos nós.
Artistas nada dizem de importante nos dias de hoje.
Onde a vaidade se faz mais importante que a arte.
E mentiras se reinventam tanto que insiste serem verdades.
Já não separo o joio a mais trigo que joio?
So sei que os que caminham entre o bem e o mal.
Serão devorados por sua ausência de fé.
Tantas luas cheias e já não ousamos uivar.
Cade o lobo dentro de nós.
Homens e Mulhres de uma civilização que insiste em descer as escadas
do abismo.
Nem tentam voar.
Se ousássemos saltar talvez voaríamos.

Joka



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